DA AUTOSSEMIOTIZAÇÃO À AUTORREFERÊNCIA
O PROBLEMA DA REPRESENTAÇÃO EM UMA PERSPECTIVA SEMIOLÓGICO-ENUNCIATIVA DA AQUISIÇÃO DA ESCRITA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.135075Resumo
Este texto tem por objetivo apresentar um percurso teórico que conduz a uma resposta possível ao problema da representação na aquisição da escrita. Para tanto, além da introdução e da conclusão, organiza-se em duas seções. Na segunda seção, retoma as perspectivas de Ferreiro (1985) e de Borges (2006) acerca da questão representacional na constituição da criança como escrevente. Na terceira seção, expõe uma perspectiva semiológico-enunciativa a esse respeito, conforme a qual a passagem da escrita icônica à escrita linguística envolve, no vir a ser escrevente, a autossemiotização como representação semiológica fala-escrita e a autorreferência como representação enunciativa língua-realidade. Nessa passagem do ícone à letra, complexificam-se o escrito e o escrever, complexificação que estende, à escrita em constituição da criança, aquilo que já atravessa a sua fala mais constituída: a natureza articulada e significante da língua, assim como o fundamento da abstração e o princípio da imaginação criadora.
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