A LITERATURA PORTÁTIL DE ENRIQUE VILA-MATAS: DA INTERTEXTUALIDADE À ARTE CONCEITUAL
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.96921Resumen
Há mais de 40 anos, o escritor catalão Enrique Vila-Matas tem sido um atuante defensor de uma literatura impura. Mais além de uma provocação ao próprio modo de escrever, suas obras dialogam com o espírito mais amplo das artes, especialmente no caso das vanguardas das décadas de 1920 e 1930, dos movimentos integrados de arte dos anos 1960 e 1970 e de certas expressões artísticas na contemporaneidade. A partir de obras como A historia abreviada de la literatura portátil (1985), a página virtual “Versión disidente de Historia Abreviada de la Literatura Portátil”, o conto “Porque ela não pediu isso” (2013) e o livro Não há lugar para a lógica em Kassel (2015), o artigo analisa de que modo o termo portátil, usado como categoria, recupera características de um escritor que ultrapassa os jogos intertextuais para se metamorfosear como um autor conceitual.
PALAVRAS-CHAVE: Vila-Matas; literatura expandida; arte conceitual; portátil.
