COSMOPOLÍTICAS DA TRADUÇÃO
A POTÊNCIA EPISTÊMICA DAS LITERATURAS NEGRAS E INDÍGENAS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.130954Resumen
Um dos grandes desafios para o corpo de conhecimento brasileiro, em todas as áreas do conhecimento, é a desarticulação do racismo em suas variadas facetas, sendo o racismo epistêmico, institucional e linguístico de maior interesse no presente ensaio. Ancorado nas ideias de intelectuais negros e indígenas que têm pensado a relação entre a linguagem e as questões étnico-raciais, decoloniais e contracoloniais, alinhando-se às lutas políticas dos movimentos sociais negros e indígenas, apresento uma discussão sobre as cosmopolíticas da tradução. Assim, são apontados vários aspectos que precisam ser levados em conta nos estudos da tradução para que as literaturas negras e indígenas possam ter o seu potencial epistêmico reconhecido na academia, na educação básica e nos espaços de divulgação das ciências da linguagem.
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