DICÇÃO E EMPAREDAMENTO NA LITERATURA DE AUTORIA NEGRA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.125597Abstract
A presença autoral negra na literatura brasileira pode ser mapeada pelo menos desde o século XIX, através de autores e obras muitas vezes silenciadas pelo cânone. A dinâmica de silenciamento de autorias dissonantes ao eurocentrismo, que pauta a constituição do perfil hegemônico de autor no Brasil, é observada neste artigo através de quatro autores representativos tanto da diversidade da autoria negra quanto do emparedamento que a atravessa. Cruz e Sousa, Lima Barreto, Carolina Maria de Jesus e Stella do Patrocínio vivenciaram contextos diferentes e historicamente específicos, mas suas produções e existências autorais permitem a reflexão sobre o emparedamento como marca nacional constituinte.
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