Nominalizar verbos é só uma fase
contra o estatuto fásico de vP
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.141414Resumo
Este artigo aborda o fenômeno das nominalizações no português – em particular, os nomes deverbais que denotam eventos e participantes de evento – à luz da teoria da Morfologia Distribuída (Halle & Marantz, 1993, 1994). Mais especificamente, este trabalho discute como certos fenômenos fonológicos (truncamento, harmonia vocálica, abaixamento vocálico, atribuição de acento primário), morfofonológicos (alomorfia, seleção de afixos) e semânticos (significado não composicional, expressões idiomáticas) colocam um problema para a teoria de fases na palavra (Embick, 2010) no que tange ao estatuto fásico do primeiro categorizador (neste caso, vo). Em síntese, este artigo defende que, para acomodar todos esses fenômenos empíricos, a teoria de fases na palavra precisa ser menos restritiva de modo a permitir que vP e nP sejam computados no mesmo ciclo.
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