Chamada de artigos: HA 72 - Corpo

2024-02-05

Chamada de Artigos
HA 72 - Corpo

Organizadores:
Ceres Víctora (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre – Brasil)
Jean Segata (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre – Brasil)
José Miguel Nieto Olivar (Universidade de São Paulo – São Paulo – Brasil)
Sahra Gibbon (University College London – Londres – Reino Unido)

Recebimento de artigos de 1º de fevereiro de 2024 a 30 de junho de 2024

Chamada de artigos

O corpo tem sido central na produção de conhecimento antropológico desde, no mínimo, Marcel Mauss. Diversas versões, conceitos, apropriações, usos e reelaborações tem sido feitas e continuam a ser feitas no Brasil e nas antropologias do mundo. Desde elaborações mais semântico-linguísticas até outras que imaginam uma certa literalidade da materialidade do corpo; desde ideias de corpo associadas a inscrições culturais até versões fractais, múltiplas, híbridas e conectivas de corpo, passando por elaborações que localizam no corpo ora processos de individua(liza)ção, ora abrangências sociais aglomerantes, ora forças sociais de guerra, de poder, de resistência, desejo ou invenção. O que é então esse corpo? O quê, como e com que limites o corpo continua a dizer algo na, para e desde a antropologia? Neste número temático temos interesse em publicar artigos que reflitam etnograficamente sobre as formas, as relações, as condições e os limites daquele campo e ferramenta antropológica chamada “o corpo”. Interessam especialmente trabalhos que levem em consideração a influência das crises do campo científico, incluindo formas emergentes de ciências biossociais, das críticas e propostas feministas (antropologias feministas, feminismos multiespécies, queer e pós-queer, transfeminismos, feminismos interseccionais, feminismos negros e indígenas), dos anti-racismos e anti-colonialismos do século XXI, bem como as discussões recentes em torno do antropoceno e de como as suas catástrofes – climáticas, geológicas e sanitárias – também ganham materialidade nos nossos corpos”.

Call for papers
The Body  

The body has been central to the production of anthropological knowledge since, at least, Marcel Mauss. Diverse ideas, concepts, appropriations, uses and reworkings of the body have been made and continue to be made in Brazil and in traditions of anthropology elsewhere. From more semantic-linguistic approaches to others that consider the literal of the materiality of the body; from ideas of the body associated with cultural inscriptions to fractal, multiple, hybrid and interconnected versions of the body, that sometimes locate the body in the processes of individualisation, to those that point to now broadening social scope of the body, including in relation to the social forces of war, of power, of resistance, desire or invention. So what is this body? What, how and with what limits does the body continue to say something in, for and from anthropology? In this thematic issue we are interested in publishing articles that reflect ethnographically on the forms, relationships, conditions and limits of that anthropological terrain and tool called ‘the body’. Of particular relevance for this special issue are studies that take into account contested scientific terrains, including emerging forms of biosocial science, critical feminist engagement (feminist anthropologies, queer and post-queer, multi-species feminisms, transfeminisms, intersectional feminisms, black and indigenous feminisms), with anti-racism and anti-colonialism in the 21st century, as well as recent discussions around the anthropocene and how its catastrophes – climatic, geological and sanitary – are increasingly materializing in our bodies.

Llamada de artículos
Cuerpo

El cuerpo ha sido central en la producción de conocimiento antropológico desde, por lo menos, Marcel Mauss. Diversas versiones, conceptos, apropiaciones, usos y reelaboraciones han sido hechas y continúan a ser hechas en Brasil y en las antropologías del mundo. Desde elaboraciones más semántico-lingüísticas hasta otras que imaginan una cierta literalidad de la materialidad del cuerpo; desde ideas de cuerpo asociadas a inscripciones culturales, hasta versiones fractales, múltiples, híbridas y conectivas del cuerpo, pasando por elaboraciones que localizan en el cuerpo procesos de individua(liza)ción, alcances sociales aglomerantes, o fuerzas sociales de guerra, de poder, de resistencia, deseo o invención. ¿Qué es, entonces, este cuerpo? ¿Qué, cómo y con qué límites continúa el cuerpo diciendo algo en la antropología, para y desde ella? En este número temático tenemos interés en publicar artículos que reflexionen etnográficamente sobre las formas, las relaciones, las condiciones y los límites de aquel campo e instrumento antropológico llamado “el cuerpo”. Nos interesan especialmente trabajos que lleven en consideración la influencia de las crisis del campo científico, incluyendo formas emergentes ciencias biosociales, de las críticas y propuestas feministas (antropologías feministas, feminismos multiespecíficos, queer y post-queer, transfeminismos, feminismos interseccionales, feminismos negros e indígenas), de los anti-racismos y anti-colonialismos del siglo XXI, así como las discusiones recientes alrededor del antropoceno y de como sus catástrofes -climáticas, geológicas y de salud pública- también ganan materialidad en nuestros cuerpos.