Chamada de artigos: HA 77 - Antropologia do comum
Antropologia do comum
Organizadores:
Luis Felipe R. Murillo (Universidade de Notre Dame – Estados Unidos)
Isabel Carvalho (Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil)
Carlos Steil (Universidade Estadual de Campinas – Brasil)
Submissões:
PRORROGADAS ATÉ 28 DE FEVEREIRO DE 2026
Resumo:
A questão do "comum" voltou ao foco dos debates sobre a justiça ambiental, a crise climática e a governança tecnocientífica. Desde a problematização ao final dos anos 60 acerca da degradação ambiental e da chamada “crise de superpopulação” até as atuais preocupações com o antropoceno e as urgências climáticas, o "comum" aparece como conceito-chave. Nos estudos da aceleração e do aprofundamento da crise ambiental, a perspectiva da gestão coletiva do ambiente como mundo "comum" aparece como alternativa às propostas baseadas na regulação estatal-mercantil que reduzem o ambiente a um valor econômico, serviço ou mercadoria. Em suas múltiplas e divergentes definições, o "comum" aparece como sinônimo de tragédia ambiental, princípio de organização política e modo de gestão coletiva da produção de bens intangíveis digitais. No campo das pesquisas em ciências humanas sobre a "comunalidade", a "convivialidade" e o compartilhamento de "bens comuns", a antropologia, em particular, assume grande importância por fornecer chaves de interpretação do "comum" através do estudo das economias do dom. Convidamos os autores e autoras de trabalhos empíricos sobre o tema a enviarem suas propostas pelo site da Revista Horizontes Antropológicos para avaliação. A publicação do volume está prevista para o primeiro semestre de 2026.
Antropología de lo común
Editores:
Luis Felipe R. Murillo (Universidad de Notre Dame – Estados Unidos)
Isabel Carvalho (Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil)
Carlos Steil (Universidade Estadual de Campinas – Brasil)
Envíos:
Del 1 de octubre de 2025 al 28 de febrero de 2026
La cuestión de «lo común» ha vuelto al centro de los debates sobre gobernanza medioambiental, justicia y crisis climática. Desde la problematización a finales de los años sesenta de la degradación medioambiental y la llamada «crisis de superpoblación» hasta las preocupaciones actuales por el antropoceno y las emergencias climáticas, los «bienes comunes» reaparecen como un concepto clave. En los estudios sobre la aceleración y profundización de la crisis medioambiental, la perspectiva de la gestión colectiva del medio ambiente como mundo «común» aparece como alternativa a la regulación estatal-mercantil que reduce el medio ambiente a un valor económico, un servicio o una mercancía. En sus múltiples y divergentes definiciones, el «procomún» aparece en este contexto como sinónimo de tragedia medioambiental, principio de organización política y modo de gestión colectiva de la producción de bienes digitales. En el ámbito de la investigación de las ciencias humanas sobre la «comunalidad», la «convivialidad» y el reparto de «bienes comunes», la antropología en particular reviste gran importancia para aportar claves interpretativas de los «comunes» a través del estudio de las economías del don. Invitamos a los autores y autoras con trabajos empíricos sobre el tema a enviar los resúmenes de sus artículos a la revista Horizontes Antropológicos. La publicación del volumen está prevista para el primer semestre de 2026.
Anthropology of the Commons
Editors
Luis Felipe R. Murillo (University of Notre Dame – United States)
Isabel Carvalho (Universidade Federal de Minas Gerais – Brazil)
Carlos Steil (Universidade Estadual de Campinas – Brazil)
Submissions:
From October 1st, 2025 to February 28th, 2026
The question of the “commons” has returned to the center of the debates on environmental governance, justice, and the climate crisis. From the problematization at the end of the 1960s of environmental degradation and the so-called “overpopulation crisis” to current concerns about the anthropocene and climate emergencies, the “commons” reappears as a central concept. In studies of the acceleration and deepening of the environmental crisis, the perspective of collective management of the environment as a “common world" reappears as an alternative to state-market regulation that reduces the environment to an economic value, service, or commodity. In its multiple and divergent definitions, the “commons” is used as a synonym for environmental tragedy, a principle of political organization and a mode of collective management of the production of digital goods. In the field of human sciences research on “communality”, “conviviality” and the sharing of “common goods,” anthropology in particular is of great importance for providing interpretative keys for the “commons” through the study of gift economies. We invite authors with empirical work on the subject to send their articles to Horizontes Antropológicos for peer-review. The volume is expected to be published in the first half of 2026.
