Da gaveta à ação educativa: uma experiência a refletir
DOI:
https://doi.org/10.22456/2357-9854.66990Palavras-chave:
Memória. Gavetas. Ação educativa. Cultura e sociedade.Resumo
A concepção de gavetas de Gaston Bachelard, presente em seu texto “A poética do espaço”, em que os móveis figuram como metáfora de memória e de espaço íntimo, é o ponto de partida das ações relatadas neste texto. O conceito “Gaveta” é aqui estendido aos artefatos culturais, como repositório e continente de valores sentimentais, culturais, individuais, coletivos, e aos museus, por serem eles, grandes repositórios de memória, sobretudo da guarda dos valores de uma elite. Devido ao valor hegemônico do que se expõe nos museus, o texto apresenta breve histórico do processo de surgimento das ações educativas como uma tentativa de democratizar o acesso a esses bens culturais. A memória individual e coletiva também é apresentada como categoria temática da criação artística contemporânea e como fio o condutor da produção plástica dos estudantes na disciplina Ação Educativa em Espaços Culturais (UDESC, 2016).
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