BOB CLANDESTINA

AGÊNCIA, DESTRUIÇÃO E TRANSFORMAÇÃO NO SOM AUTOMOTIVO

Autores

  • Leonardo Santos da Rosa PPGAS/UFRGS

Palavras-chave:

Som Automotivo, Agência, Antropologia da Arte

Resumo

Este artigo analisa como jovens do Vale do Taquari/RS transformam a potência sonora do som automotivo em linguagem expressiva através da performance digital, focando na trajetória de Carlos, adolescente que construiu a "Bob Clandestina do Silva", um aparelho de som - soundsystem artesanal. O objetivo é compreender como a documentação digital de rupturas materiais causadas pelo som se converte em capital simbólico nas redes sociais. Articulamos a teoria da arte de Alfred Gell interpretando os vídeos como índices de agência em segunda ordem: o artefato sonoro causa efeitos no mundo material e a gravação digital desses efeitos constitui novo índice que medeia a relação entre criador e audiência. A metodologia combinou a etnografia em eventos de som automotivo e no cotidiano de Carlos com análise sistemática de sua produção nas redes sociais. A falha técnica - do sensor da câmera distorcido pelo grave e/ou de objetos físicos afetados - paradoxalmente torna-se evidência de sucesso, estabelecendo gramática visual específica.

DOI: https://doi.org/10.5935/2358-3541.2024152163-pt

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Referências

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Publicado

20-12-2025

Como Citar

SANTOS DA ROSA, Leonardo. BOB CLANDESTINA: AGÊNCIA, DESTRUIÇÃO E TRANSFORMAÇÃO NO SOM AUTOMOTIVO. Revista Contraponto, [S. l.], v. 12, n. Fluxo Contínuo, 2025. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/contraponto/article/view/152163. Acesso em: 19 set. 2026.

Edição

Seção

Destaques do VI Encontro Discente PPGAS - UFRGS