BOB CLANDESTINA
AGÊNCIA, DESTRUIÇÃO E TRANSFORMAÇÃO NO SOM AUTOMOTIVO
Palavras-chave:
Som Automotivo, Agência, Antropologia da ArteResumo
Este artigo analisa como jovens do Vale do Taquari/RS transformam a potência sonora do som automotivo em linguagem expressiva através da performance digital, focando na trajetória de Carlos, adolescente que construiu a "Bob Clandestina do Silva", um aparelho de som - soundsystem artesanal. O objetivo é compreender como a documentação digital de rupturas materiais causadas pelo som se converte em capital simbólico nas redes sociais. Articulamos a teoria da arte de Alfred Gell interpretando os vídeos como índices de agência em segunda ordem: o artefato sonoro causa efeitos no mundo material e a gravação digital desses efeitos constitui novo índice que medeia a relação entre criador e audiência. A metodologia combinou a etnografia em eventos de som automotivo e no cotidiano de Carlos com análise sistemática de sua produção nas redes sociais. A falha técnica - do sensor da câmera distorcido pelo grave e/ou de objetos físicos afetados - paradoxalmente torna-se evidência de sucesso, estabelecendo gramática visual específica.
DOI: https://doi.org/10.5935/2358-3541.2024152163-pt
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Referências
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