MULHERES AUTISTAS E DIAGNÓSTICO TARDIO

UM ESTUDO SOBRE JUVENTUDES DE MULHERES AUTISTAS E OCORRÊNCIAS DE SUBDIAGNÓSTICOS

Autores

  • Nathalia Aline Lemos da Rosa

Palavras-chave:

Mulheres autistas, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Diagnóstico tardio, Juventudes de mulheres autistas

Resumo

Avanços na compreensão do Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm sido impulsionados por pesquisas em diversas áreas, incluindo o campo da Sociologia. A discussão sobre neurodivergência está sendo cada vez mais abordada na mídia e no meio acadêmico, impulsionado pelo compartilhamento de vivências por pessoas neurodivergentes em plataformas de mídias sociais e por pesquisas relacionadas ao assunto. Essa ampliação da exposição tem resultado em um maior interesse e entendimento da neurodiversidade como um aspecto importante da diversidade social. O presente estudo apresenta como problema de pesquisa: Como se caracteriza o processo de juventudes de mulheres autistas que obtiveram o diagnóstico de TEA de modo tardio? Estudos recentes indicam diversas problemáticas sobre a dificuldade que mulheres autistas, com principal destaque para mulheres autistas de nível de suporte 1, enfrentam para obter o diagnóstico. Por essa razão, este trabalho tem como objetivo identificar os modos que questões de gênero e representações sociais influenciam na construção de juventudes de mulheres autistas e nas ocorrências de diagnósticos tardios. Para tal, a realização da pesquisa se dará por meio de pesquisa bibliográfica e revisão de literatura. O embasamento teórico deste estudo se apoia em estudos recentes, tanto nacionais quanto internacionais, do campo da Sociologia e Psicologia que questionam a alta prevalência de diagnósticos de autismo em meninos em comparação com meninas. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

American Psychiatric Association (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. Porto Alegre: Artmed, 2013.

BRUNETTO, Dayana; VARGAS, Gesiele. Meninas e mulheres autistas: completar o espectro é uma questão de gênero. Cad. Gên. Tecnol., Curitiba, v. 16, n. 47, p. 258-275, jan./jul. 2023. Disponível em: <10.3895/cgt.v16n47.15682>. Acesso em: 02 Mai. 2024.

CARRANO, Paulo César Rodrigues. Juventude e cidades educadoras. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

COSTA, Flávia Lomba. Representações sociais de mulheres com o nível 1 do Transtorno Espectro Autista sobre “ser normal” em seu passado escolar. Rio de Janeiro. 2020. Disponível em: <https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.22.v7.n20.p207-221>. Acesso em: 02 Mai. 2024.

GENOVESE, A. BUTLER, M. Clinical Assessment, Genetics and Treatment Approaches in Autism Spectrum Disorder (ASD). International Journal of Molecular Sciences, v, 21, n. 13, 2020. Disponível em: <https://doi.org/10.3390/ijms21134726>. Acesso em: 17 Jun. 2024.

GRIESI-OLIVEIRA, Karina; SERTIÉ, Andréa Laurato. Transtornos do espectro autista: um guia atualizado para aconselhamento genético. Einstein, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 233-238, 2017. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1679-45082017RB4020>. Acesso em: 17 Jun. 2024.

GROPPO, Luís Antonio. Juventude: ensaios sobre sociologia e história das juventudes modernas. Rio de Janeiro: DIFEL, 2000,

HOLLOCKS, MJ. LERH, JW. MAGIATI, I. MEISER-STEDMAN, R. BRUGHA, TS. Ansiedade e depressão em adultos com transtorno do espectro autista: uma revisão sistemática e meta-análise. Psychological Medicine, v. 49, n. 4, p. 559-572, 2019. Disponível em: <https://doi.org/10.1017/S0033291718002283>. Acesso em: 11 Jul. 2024.

HULL, Laura, PETRIDES, K. V., ALLISON, Carrie. et al. “Putting on My Best Normal”: Social Camouflaging in Adults with Autism Spectrum Conditions. J. Autism Dev Disord, v. 47, n. 8, p. 2519-2534, 2017. Disponível em: <10.1007/s10803-017-3166-5>. Acesso em: 11 Jul. 2024.

KETELAARS, M. IN’T VELT, A. MOL, A. Emotion recognition and alexithymia in high functioning females with autism spectrum disorder. Research in Autism Spectrum Disorders, v. 21, p. 51-60, 2016. Disponível em: <https://doi.org/10.1016/j.rasd.2015.09.006>. Acesso em: 17 Jun. 2024.

MANOLI D. STATE M. Autism Spectrum Disorder Genetics and the Search for Pathological Mechanisms. The American Journal of Psychiatry, v. 178, n. 1. 2021. Disponível em: <https://doi.org/10.1176/appi.ajp.2020.20111608>. Acesso em: 17 Jun. 2024.

MASINI, E. LOI, E. VEGA-BENEDETTI, A. et al. An Overview of the Main Genetic, Epigenetic and Environmental Factors Involved in Autism Spectrum Disorder Focusing on Synaptic Activity. International Journal of Molecular Sciences, v. 21, n. 21, 2020. Disponível em: <https://doi.org/10.3390/ijms21218290>. Acesso em: 18 Jun. 2024).

MENDONÇA, V. Neurodivergentes: Autismo na Contemporaneidade. Belo Horizonte, MG: Manduruvá Edições Especiais, 2019.

OLIVEIRA, Larissa Garcez, MAIA, Juliana Leal Freitas. Depressão e suicídio em adultos com o Transtorno do Espectro Autista: Uma revisão sistemática. Research, Society and Development, v. 11, n. 15, 2022. Disponível em: <https://doi.org/10.33448/rsd-v11i15.37265>. Acesso em: 11 Jul. 2024.

PEREIRA, A. K. M., SOUTO, V. T. A cor do autismo e sua relevância na representação simbólica de mulheres. Anais do 9º Congresso Internacional de Design de Informação. CIDI. 2019.

PHUNG, J. PENNER, M. PIRLOT, C. et al. What I Wish You Knew: Insights on Burnout, Inertia, Meltdown and Shutdown From Autistic Youth. Frontiers in Psychology, v. 12, 2021. Disponível em: <https://doi.org/10.3389/fpsyg.2021.741421>. Acesso em: 11 Jul. 2024.

PIMENTA, Melissa de Mattos. Ser Jovem e ser Adulto: Identidades, representações e trajetórias. Paco Editorial. Jundiaí. 2017.

RAI, D. HEUVELMAN, H. DALMAN, C. et al. Association Between Autism Spectrum Disorders With or Without Intellectual Disability and Depression in Young Adulthood. Jama Network Open, v. 1, n. 4, 2018. Disponível em: <10.1001/jamannetworkopen.2018.1465>. Acesso em: 11 Jul. 2024.

ROMMELSE, N. FRANKE, B. GEURTS, H. Shared heritability of attention-deficit/ hyperactivity disorder and autism spectrum disorder. European Child and Adolescent Psychiatry, v. 19, n. 3, p. 281-295, 2010. Disponível em: <10.1007/s00787-010-0092-x>. Acesso em: 11 Jul. 2024.

SILVA, Selma Sueli, MENDONÇA, Sophia. Diversos Diálogos: Autismo(s), meios e mediações. Fafich/ Selo PPGCOM/ UFMG. Belo Horizonte, v. 1, p. 1-91, 2022.

TEIXEIRA, Ana Paula da Silva. Impactos do diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista em Mulheres. Monografia. Centro Universitário de Brasília, Brasília. 2023.

THE GUARDIAN. Londres: Guardian Media Group, 2012. Diário. Disponível em: https://www.theguardian.com/society/2012/jul/13/girls-autism-sex-bias-children. Acesso em 11 Jul. de 2024.

ZENER, Dori. Journey to diagnosis for women with autism. Advances in autism, v. 5, n. 1, p. 02-13, 2019. Disponível em: <https://doi.org/10.1108/AIA-10-2018-0041>. Acesso em: 02 Mai. 2024.

Arquivos adicionais

Publicado

04-11-2024

Como Citar

ALINE LEMOS DA ROSA, Nathalia. MULHERES AUTISTAS E DIAGNÓSTICO TARDIO: UM ESTUDO SOBRE JUVENTUDES DE MULHERES AUTISTAS E OCORRÊNCIAS DE SUBDIAGNÓSTICOS . Revista Contraponto, [S. l.], v. 11, p. e143784, 2024. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/contraponto/article/view/143784. Acesso em: 4 ago. 2026.

Edição

Seção

XI Seminário Discente PPGS | UFRGS