MULHERES AUTISTAS E DIAGNÓSTICO TARDIO
UM ESTUDO SOBRE JUVENTUDES DE MULHERES AUTISTAS E OCORRÊNCIAS DE SUBDIAGNÓSTICOS
Palavras-chave:
Mulheres autistas, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Diagnóstico tardio, Juventudes de mulheres autistasResumo
Avanços na compreensão do Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm sido impulsionados por pesquisas em diversas áreas, incluindo o campo da Sociologia. A discussão sobre neurodivergência está sendo cada vez mais abordada na mídia e no meio acadêmico, impulsionado pelo compartilhamento de vivências por pessoas neurodivergentes em plataformas de mídias sociais e por pesquisas relacionadas ao assunto. Essa ampliação da exposição tem resultado em um maior interesse e entendimento da neurodiversidade como um aspecto importante da diversidade social. O presente estudo apresenta como problema de pesquisa: Como se caracteriza o processo de juventudes de mulheres autistas que obtiveram o diagnóstico de TEA de modo tardio? Estudos recentes indicam diversas problemáticas sobre a dificuldade que mulheres autistas, com principal destaque para mulheres autistas de nível de suporte 1, enfrentam para obter o diagnóstico. Por essa razão, este trabalho tem como objetivo identificar os modos que questões de gênero e representações sociais influenciam na construção de juventudes de mulheres autistas e nas ocorrências de diagnósticos tardios. Para tal, a realização da pesquisa se dará por meio de pesquisa bibliográfica e revisão de literatura. O embasamento teórico deste estudo se apoia em estudos recentes, tanto nacionais quanto internacionais, do campo da Sociologia e Psicologia que questionam a alta prevalência de diagnósticos de autismo em meninos em comparação com meninas.
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