VIOLÊNCIA

A Complexidade frente às suas Várias Faces

Autores

  • Juliana Carrijo Naves Fernandes
  • Paulo Henrique Filho
  • Elzilene Maria Lopes de Souza

Palavras-chave:

Sociologia, Violência, Conceitos

Resumo

O presente artigo problematiza a complexidade do fenômeno da violência propondose trilhar, sob o caminho bibliográfico, ao objetivo de ampliar a compreensão em relação aos vários conceitos sobre o tema. Neste sentido, o trabalho apresenta diversos prismas da violência, mostrando as concepções de vários autores sobre o tema, com o intuito de compreende-lo nos mais diversos sentidos. O referencial teórico utilizado está localizado na convergência de autores e autoras que tratam da violência social. Esse caminho leva a identificar e compreender as várias formas de manifestações da violência. Mesmo com olhares teóricos diferenciados sobre esse fenômeno, ao final, o trabalho elenca categorias que as classificam conforme as condições de quem a realiza como forma de poder, violências diretas que são direcionadas ao indivíduo e violências indiretas que partem da sua ação no contexto coletivo de forma implícita na dinâmica social. Conclui-se que, embora a violência seja apresentada sob múltiplas faces, os autores convergem quanto à sua complexidade em propor definições e contornos para esse fenômeno.

DOI: 10.5935/2358-3541.2023e141223-pt

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Juliana Carrijo Naves Fernandes

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação da PUC Goiás.

Paulo Henrique Filho

Mestrando do Programa de Pós-graduação em Educação UFCAT.

Elzilene Maria Lopes de Souza

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação da PUC Goiás.

Referências

ARENDT, Hannah. Da Violência. Tradução de Maria Claudia Drummond. [S.l.: s.n.], 2004.

BARROS, Eduardo Pereira. Michel Maffesoli: a pós-modernidade se orienta para "algo de anarquista". Revista da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, Porto Alegre, v. 19, n. 2, p. 251-262, jul.-dez. 2013.

BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

CHAUÍ, Marilena. Uma ideologia perversa. Folha de São Paulo, Caderno Mais, 14 de março de 1999.

CUNHA, Antônio Geraldo da. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. 4. ed. rev. e atual. de acordo com a nova ortografia. Rio de Janeiro: Lexikon, 2010.

FERNANDES, Juliana Carrijo Naves. Um dia a gente explode! A perspectiva das juventudes sobre a violência escolar. 2022. 152 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-graduação em Educação, Universidade Federal de Catalão, Catalão, 2022.

MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. Tradução de Maria de Lourdes Menezes. 1. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987.

MAFFESOLI, Michel. Saturação. Tradução de Ana Goldberger. São Paulo: Iluminuras: Fundação Itaú, 2010.

MICHAUD, Yves. A violência. São Paulo: Ática, 1987.

PAVIANI, Jayme. Conceitos e formas de violência. In: MODENA, Maria Raquel (org.). Conceitos e formas de violência. Caxias do Sul: Educs, 2016. p. 8-20.

SILVA, L. F.; OLIVEIRA, L. O papel da violência simbólica na sociedade por Pierre Bourdieu. Revista Faculdade Santo Agostinho, Teresina, v. 14, n. 3, art. 9, p. 160-174, maio/jun. 2017.

Downloads

Publicado

15-12-2023

Como Citar

CARRIJO NAVES FERNANDES, Juliana; FILHO, Paulo Henrique; LOPES DE SOUZA, Elzilene Maria. VIOLÊNCIA: A Complexidade frente às suas Várias Faces. Revista Contraponto, [S. l.], v. 10, n. 1, p. e141223, 2023. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/contraponto/article/view/137502. Acesso em: 18 ago. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Temático - Pensar entre a Moral e a Violência: diálogos possíveis e conexões necessárias