TRABALHADORES DA CULTURA E TÁTICAS DE SOBREVIVÊNCIAS
Palavras-chave:
Trabalhadores da cultura, Sobrevivência, ResistênciaResumo
Vivemos uma época na qual as – cada vez mais – rápidas mudanças mundiais modulam novas formas de relações de trabalho, que não estão restritas a setores específicos, incorpora também a realidade dos trabalhadores da cultura. Neste sentido, esse artigo procura analisar as narrativas de produtores culturais que trabalham entre as cidades de Teresina (PI) e Timon (MA) cuja suas relações laborais estão relacionadas a táticas de sobrevivências. Isto é, no jogo de forças assimétricas que regulam a produção e a circulação da arte como mercadoria, essas táticas de sobrevivência se apresentam como astúcias e negociação do/da trabalhador/a para realizar o seu ofício. Assim, entendendo táticas de sobrevivência como um conceito que está longe do “amesquinhamento da vida ou mera corrida atrás de subsistência imediata” (FACINA; SILVA; LOPES; 2019, p.18), mas como o produtor/a cultural se conecta a desejos e realizações, e rompem lógicas ao produzirem em condições tão adversas (FACINA; SILVA; LOPES; 2019). Neste propósito, atenta-se para as astúcias das práticas ordinárias, e nas “maneiras de fazer o cotidiano” (CERTEAU, 2012), de como os sujeitos escapam da ordem majoritária, em microrresistências, metamorfoseando a ordem dominante. Este artigo traz reflexões iniciais de uma pesquisa em andamento.
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Referências
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