TRABALHADORES DA CULTURA E TÁTICAS DE SOBREVIVÊNCIAS

Autores

  • Nayra Joseane e Silva Sousa Universidade de Brasília (UnB)

Palavras-chave:

Trabalhadores da cultura, Sobrevivência, Resistência

Resumo

Vivemos uma época na qual as – cada vez mais – rápidas mudanças mundiais modulam novas formas de relações de trabalho, que não estão restritas a setores específicos, incorpora também a realidade dos trabalhadores da cultura. Neste sentido, esse artigo procura analisar as narrativas de produtores culturais que trabalham entre as cidades de Teresina (PI) e Timon (MA) cuja suas relações laborais estão relacionadas a táticas de sobrevivências. Isto é, no jogo de forças assimétricas que regulam a produção e a circulação da arte como mercadoria, essas táticas de sobrevivência se apresentam como astúcias e negociação do/da trabalhador/a para realizar o seu ofício. Assim, entendendo táticas de sobrevivência como um conceito que está longe do “amesquinhamento da vida ou mera corrida atrás de subsistência imediata” (FACINA; SILVA; LOPES; 2019, p.18), mas como o produtor/a cultural se conecta a desejos e realizações, e rompem lógicas ao produzirem em condições tão adversas (FACINA; SILVA; LOPES; 2019). Neste propósito, atenta-se para as astúcias das práticas ordinárias, e nas “maneiras de fazer o cotidiano” (CERTEAU, 2012), de como os sujeitos escapam da ordem majoritária, em microrresistências, metamorfoseando a ordem dominante. Este artigo traz reflexões iniciais de uma pesquisa em andamento.

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Referências

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Publicado

26-07-2024

Como Citar

SOUSA, Nayra Joseane e Silva. TRABALHADORES DA CULTURA E TÁTICAS DE SOBREVIVÊNCIAS. Revista Contraponto, [S. l.], v. 11, p. e135203, 2024. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/contraponto/article/view/135203. Acesso em: 30 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigos