A FAZENDA DE BLIXEN, ESCRITA E COLONIALISMO

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Resumo

Este ensaio reflete acerca das principais críticas estabelecidas à obra A fazenda africana (1937), da escritora dinamarquesa Karen Blixen (1885-1962), e suas implicações em questões de colonialismos dos territórios africanos. Desse modo, buscamos confrontar visões distintas acerca da relação entre a escritora e os povos com os quais manteve contato no período em que administrou uma fazenda de café na África Oriental, atual Quênia. Argumentamos, assim, que a escrita e a figuração da escritora se localizam em um campo interpretativo complexo perante as instituições coloniais. 

DOI: 10.5935/2358-3541.2023e131421-pt

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Biografia do Autor

José Maycom da Silva Cunha, Universidade de São Paulo

Doutorando em Antropologia Social em Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Universidade de São Paulo (USP)

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Publicado

19-10-2023

Como Citar

CUNHA, J. M. da S. A FAZENDA DE BLIXEN, ESCRITA E COLONIALISMO. Revista Contraponto, [S. l.], v. 10, n. 1, p. e131421, 2023. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/contraponto/article/view/131421. Acesso em: 25 fev. 2024.

Edição

Seção

Temática Livre - Ensaios