Instituições e redes na indústria de aerogeradores: o caso da empresa WEG
Resumo
O presente artigo tem como objetivo examinar os incentivos e regras de um tipo específico de política concebida à indústria de energia eólica brasileira, o Plano de Nacionalização Progressiva (PNP) para aerogeradores do BNDES. Discutem-se os resultados para a absorção e transferência de tecnologias no setor com base no estudo de caso da empresa WEG S.A., e suas relações de cooperação com outras empresas e organizações a fim de cumprir as metas instituídas pelo Plano. A metodologia é qualitativa, baseando-se a coleta de dados em três técnicas de investigação: dados secundários, como relatórios públicos de entidades nacionais e estrangeiras, além dos relatórios anuais da própria WEG; entrevistas semiestruturadas com gestores de entidades atuantes no setor de energias renováveis e de empresas do ramo; e observação não participante mediante visitas orientadas a um complexo eólico e à planta industrial da WEG. Os principais resultados obtidos na pesquisa foram: (i) o PNP foi relevante para consolidar uma indústria de aerogeradores no país, embora omisso no tocante à transferência de tecnologias; (ii) a WEG, por sua vez, articula uma estratégia tecnológica diferenciada em relação às demais fabricantes credenciadas, devido a seu histórico de redes enraizadas no âmbito nacional.
Palavras-chaves: Energias renováveis; Instituições; Redes.
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