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Artigos

v. 7 n. 2 (2020): Destaques do VIII Seminário Discente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mulheres de terreiro, sujeitas de interação nas políticas públicas do Rio Grande do Sul

Enviado
October 26, 2020
Publicado
2020-10-31

Resumo

Este artigo se refere à apresentação do projeto de pesquisa para dissertação de mestrado, o qual se dedica a um grupo de mulheres que tem permeado a história da cultura e identidade brasileira, nas linguagens artísticas, culinárias, habituais e políticas. Em tempos de democracia participativa, se projetaram na esfera pública, promovendo novas formulações e propostas de políticas públicas. Essas mulheres são as mulheres de axé, as mães de santo, as Cacicas de Umbanda – sendo estes os variados nomes que as identificam, muitas vezes pejorativamente na sociedade - e que aqui chamo de Mulheres de Terreiro. Neste contexto racista, sexista e classista, pouco poder elas têm para mostrar o que expressam de si, do lugar de onde pensam e falam e do que podem efetivamente colaborar nos espaços de poder, onde foram e são objetificadas. Esta complexa matriz interseccional de opressões, recai sobre estas mulheres, nos seus corpos carregados de memória ancestral e disserto pretendendo a aproximação com suas linguagens de resistência, notadamente criadas como alternativas de sobrevivência e a produção de pensamento político crítico com a prática no terreiro. O texto demarca que a subalternidade não impõe limites de agência entre estas mulheres que se projetam na esfera pública empoderadas de suas próprias verdades, alicerçadas pela ancestralidade - a cosmopolítica afro-brasileira.


Palavras-chave: Racismo religioso, sociologia política, cosmopolítica afro-brasileira.

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