A DIVERSIFICAÇÃO DAS PARCERIAS DO BRASIL EM DEFESA ENTRE 2023 E 2025

Autores

  • Plinio Cardoso Leiden University
  • Marianne Wiesebron Leiden University

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-6912.154751

Resumo

O artigo analisa as iniciativas do governo Lula III para diversificar as parcerias do Brasil na área de defesa entre 2023 e 2025, destacando tanto avanços significativos quanto obstáculos estruturais. Por um lado, o período registrou acordos inéditos com atores não tradicionais, como o EDGE Group dos Emirados Árabes, além de aproximações com Índia, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Benin, e a consolidação da parceria com Portugal, que ampliou o acesso da Embraer ao mercado da OTAN. Por outro lado, a tentativa de vender parte da Avibras à chinesa Norinco fracassou, evidenciando a dificuldade de concretizar parcerias com o Sul Global em setor estratégico. O estudo aponta que, apesar do discurso oficial de fortalecimento da indústria nacional e redução da dependência externa, a autonomia das Forças Armadas nas aquisições, o alinhamento técnico-militar aos Estados Unidos e as fragilidades de governança do Ministério da Defesa limitam a efetiva diversificação, mantendo o Brasil predominantemente vinculado a fornecedores da OTAN e refletindo um descompasso entre a política externa presidencial e a prática institucional das Forças.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Plinio Cardoso, Leiden University

Universidade de Leiden. Leiden, Países Baixos. E-mail: plinio.brazil@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1393-7401.

Marianne Wiesebron, Leiden University

Universidade de Leiden. Leiden, Países Baixos. E-mail: marianne.wiesebron@skynet.be.

Publicado

2026-09-30

Como Citar

Cardoso, P., & Wiesebron, M. (2026). A DIVERSIFICAÇÃO DAS PARCERIAS DO BRASIL EM DEFESA ENTRE 2023 E 2025. AUSTRAL: Revista Brasileira De Estratégia E Relações Internacionais, 15(29). https://doi.org/10.22456/2238-6912.154751

Edição

Seção

Artigos