Positivismo, Ensino Secundário e Cálculo Diferencial e Integral

Autores

Resumo

O objetivo desta investigação é identificar as razões que motivaram a introdução de conteúdos de Cálculo Diferencial e Integral (CDI) no currículo do ensino secundário, em 1890, pela Reforma Benjamin Constant Botelho Magalhães, bem como a exclusão desses saberes no currículo em 1899. A realização da pesquisa implicou a mobilização do seguinte corpus documental: decretos da legislação brasileira do século XIX; jornais; livros originais de CDI; relatórios; programas de ensino do CDI; manuscritos de Benjamin Magalhães. A análise documental foi a metodologia utilizada na pesquisa e o referencial teórico utilizado foi tomado de autores da História Cultural. Concluímos que a proposta de Benjamin Constant foi a primeira tentativa de introduzir o CDI no ensino secundário, no Brasil. Magalhães pretendia seguir o modelo hierárquico de ciências positivas criado por Comte e incluir na matemática conteúdos de CDI para cumprirem função propedêutica para o ingresso no ensino superior.

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Biografia do Autor

Circe Mary Silva da Silva, Universidade Federal de Pelotas/Mestrado em Educação Matemática

CIRCE MARY SILVA DA SILVA, doutora em Pedagogia pela Universidade de Bielefeld, Alemanha, é professora aposentada do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo. Atualmente, professora permanente do Programa de Mestrado em Educação Matematica da Universidade Federal de Pelotas. Foi pesquisadora Visitante do Instituto Max-Planck de História da Ciência, Berlin. Investiga em Educação Matemática, História e Diversidade Cultural. Integra o GHEMAT/BR

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Publicado

2023-11-18

Como Citar

Silva da Silva, C. M. (2023). Positivismo, Ensino Secundário e Cálculo Diferencial e Integral . Revista História Da Educação, 27. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/asphe/article/view/128201

Edição

Seção

Artigo / Article / Artículo