Gustavo Capanema e o ensino secundário no Brasil: a invenção de um legado

Autores

  • Sérgio de Sousa Montalvão (Brasil) Universidade Federal Fluminense - UFF

Palavras-chave:

Gustavo Capanema, ensino secundário, modernização, memória.

Resumo

Este artigo coloca um problema para a história política da educação: qual seria o indicativo da opção em fazer do ensino secundário o ramo mais atrativo do ensino médio, em um tempo de mudança acelerada para um protótipo de uma sociedade de massas, organizada em torno de um incipiente mercado de trabalho livre, alavancado pelo crescimento da produção industrial e do modo de vida urbano? Apesar dos resultados controversos dessa opção, incapaz de romper com o modelo educacional elitista, um trabalho de construção social da memória fez com que a reforma organizada pelo ministro Gustavo Capanema em 1942 fosse reconhecida como sinônimo da educação de qualidade. Neste sentido, entender as relações do Estado modernizador com os setores mais conservadores da sociedade, fortemente representados pelas instituições educacionais privadas, reprodutoras dos processos escolares de seletividade social, pode ser um caminho frutífero de pesquisa.

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Biografia do Autor

Sérgio de Sousa Montalvão (Brasil), Universidade Federal Fluminense - UFF

Doutor em História, Política e Bens Culturais FGV

Professor Adjunto III 

Universidade Federal Fluminense - UFF

Depto. de Administração Pública

Linhas de Pesquisa

Intelectuais e Espaço Público

Tempo Histórico e Pensamento Social Brasileiro

Pesquisa atual: O futuro do Brasil na obra autobiográfica de Celso Furtado.

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Publicado

2021-10-22

Como Citar

Montalvão (Brasil), S. de S. (2021). Gustavo Capanema e o ensino secundário no Brasil: a invenção de um legado. Revista História Da Educação, 25, e108349. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/asphe/article/view/108349

Edição

Seção

Artigo / Article / Artículo