O CONTRATO DO PAI MORTO: a cosmogonia greco-judaica como pilar do apagamento feminino no pensamento ocidental

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Mots-clés :

Patriarcado, violência simbólica, feminicídio

Résumé

Este artigo analisa a constituição histórica do patriarcado como dispositivo estruturante do pensamento ocidental, rastreando sua origem nas cosmogonias de Hesíodo e do Gênesis e sua transubstanciação nas tradições filosóficas, teológicas e psicanalíticas. Argumenta-se que essas narrativas fundacionais operam como tecnologias de governo dos corpos femininos, produzindo uma gramática da subordinação que atravessa a filosofia aristotélica, a teologia cristã medieval e a psicanálise freudiana. A continuidade desse “contrato do pai morto” manifesta-se na modernidade e se atualiza no Brasil contemporâneo na forma da máquina patriarcal-colonial, evidenciada pelas estatísticas de feminicídio e pela naturalização da violência contra mulheres, sobretudo negras, em múltiplas esferas sociais. Dialogando com autoras e autores como Lerner, Federici, Pateman, Bourdieu, Mbembe e Segato, o texto articula mito, filosofia e necropolítica para compreender como o patriarcado se perpetua como lógica estrutural de poder, morte e exclusão.

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Bibliographies de l'auteur

Jairo Carioca de Oliveira, UFRRJ

Dr. hc em Psicologia pela Logos University International (Flórida, EUA), Teólogo pela FAECAD/RJ e graduando em Pedagogia pela Unifacvest. É Doutorando e Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Contemporânea e Demandas Populares da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPGEduc/UFRRJ). É membro pesquisador do Laboratório de Educação, Gênero e Sexualidades (LEGESEX/UFRRJ) e do Grupo de Pesquisa Ativista Audre Lorde (UNIR). Fundador e coordenador do Coletivo de Pesquisa Ativista em Psicanálise, Educação e Cultura (CPAPEC) e membro fundador da Escola Psicanalítica da Escuta Periférica. Integra ainda o Coletivo Psicanalistas Unidos pela Democracia (PUD) e a Comissão Permanente da Política Institucional pela Diversidade, Gênero, Etnia/Raça e Inclusão (CPID/UFRRJ). É também membro da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro (ACLERJ). Poeta e bolsista CAPES.

Utiliza a cartografia Periphérica como método e propõe uma clínica inspirada em experiências de loucura, literatura delirante e práticas comunitárias de resistência. Autor do livro “O EU Rasurado: Um manifesto afro-pindorâmico pela insurreição do pensável”.

Joyce Alves da Silva, UFRRJ

Possui graduação em Letras (USP) e em Pedagogia (Uninove); Mestrado em Letras pela USP; especialização em Arte-educação pela UnB e Doutorado e Pós-doutorado em Educação pela USP. Professora do Departamento de Educação e Sociedade (DES) e do Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (PPGEduc) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Atualmente é Pró-Reitora de Assuntos Estudantis e Coordenadora da Comissão Permanente da Política Institucional pela Diversidade, Gênero, Etnia/raça e Inclusão (CPID). É membra da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC). É líder do LEGESEX - Laboratório de Estudos de Gênero, Educação e Sexualidades (UFRRJ/CNPq). Suas investigações versam sobre corpos, sexualidades e gênero na escola, na perspectiva da Educação em Direitos Humanos.

Gabrielle Rodrigues, Coletivo de Pesquisa Ativista em Psicanalise, Educação e Cultura

Advogada, graduanda em Psicologia, Psicanalista periphérica e Membra da Escola Psicanalitica da Escuta Periphérica.

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Publiée

2025-08-01

Comment citer

Carioca de Oliveira, J., Alves da Silva, J., & Rodrigues, G. (2025). O CONTRATO DO PAI MORTO: a cosmogonia greco-judaica como pilar do apagamento feminino no pensamento ocidental. REVISTA AGON - Ἀγών - ISSN: 2965-422X, 5(14). Consulté à l’adresse https://seer.ufrgs.br/index.php/agon/article/view/150095