Permanência e devir em “objetos indiscerníveis”
Conjecturas sobre desvios ontológicos na ciência, arte e design
DOI:
https://doi.org/10.22456/2179-8001.123720Palavras-chave:
Filosofia do Design, Gnoseologia, Ontologia, Arte, Epistemologia.Resumo
Partimos das análises acerca dos “artefatos”, do historiador do design e da arte, Rafael Cardoso, e sobre os “utensílios” e os “instrumentos”, do historiador da ciência, Alexandre Koyré, que compreendem esses objetos enquanto estáveis em suas classes ontológicas. Em seguida, relacionamos os conceitos dessas classes de objetos com a metáfora do filósofo Vilém Flusser, que vê o design como uma “ponte” entre ciência e arte, e contrapomos à nossa concepção de objetos, dialogando com a filosofia da arte de Arthur Danto, a filosofia do design de Per Galle e a filosofia das formas simbólicas de Ernst Cassirer. Nos apoiamos em uma gnoseologia de cunho fenomenalista e em uma ontologia relacional, que, acreditamos, contribuem para o entendimento de como objetos podem alterar seus significados movendo-se entre classes ontológicas distintas.
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