Peste rosa, arte rosa: aids e crítica de arte desde a Argentina

Autores

  • Ricardo Henrique Ayres Alves Universidade Federal de Pelotas - UFPel

DOI:

https://doi.org/10.22456/2179-8001.136206

Palavras-chave:

Crítica de Arte, Aids, Peste Rosa, Arte Rosa, Arte Argentina

Resumo

O presente artigo explora a adjetivação de um grupo de artistas argentinos vinculados ao Centro Cultural Ricardo Rojas no final dos anos 1980 e início dos 1990 a partir do termo arte rosa. Por meio de pesquisa bibliográfica, foi analisada a condição pejorativa da expressão, discutida a partir de sua relação com o feminino, a homossexualidade masculina e a aids – chamada quando de seu surgimento também de peste rosa –, assim como sua relação com a noção de arte light, desenvolvida pela crítica de arte argentina como um rótulo pejorativo para o referido conjunto de artistas.

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Biografia do Autor

Ricardo Henrique Ayres Alves, Universidade Federal de Pelotas - UFPel

É doutor e Mestre em Artes Visuais, na área de concentração em História, Teoria e Crítica de Arte, pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do instituto de Artes da UFRGS, e Bacharel em Artes Visuais pela Função Universidade do Rio Grande - FURG. É professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), historiador da arte e artista visual. Seus interesses de pesquisa orbitam a arte contemporânea e sua história a partir de interseções com o corpo, o HIV/aids, a sexualidade e o cotidiano. É autor do livro Miasmas e metáforas da aids nas Artes Visuais (Ed. da FURG, 2021). E-mail: ricardohaa@gmail.com.

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Arquivos adicionais

Publicado

2023-10-15

Como Citar

Ayres Alves, R. H. (2023). Peste rosa, arte rosa: aids e crítica de arte desde a Argentina. PORTO ARTE: Revista De Artes Visuais (Qualis A2), 27(48). https://doi.org/10.22456/2179-8001.136206

Edição

Seção

DOSSIÊ: Exercícios do Político na Imagem Contemporânea

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