Os bastidores da patrimonialização cultural do futebol brasileiro no século XXI

Autores

  • Felipe Bertazzo Tobar Universidade Clemson
  • Luana Silva de Carvalho Gusso Universidad de Coimbra

DOI:

https://doi.org/10.19132/1808-5245242.434-467

Palavras-chave:

Futebol, Patrimônio Cultural, Política, Poder, Hegemonia.

Resumo

Considerado para 77% da população brasileira a primeira paixão nacional, segundo investigação do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística publicada em 2013, o futebol, desde o início da década de 2000, nos três âmbitos da Federação, seja através de Conselhos de Patrimônio Cultural ou por iniciativa legal, vem sendo centro de uma espécie de “viralização patrimonial”, em que a prática do esporte, a seleção brasileira, estádios, sedes sociais, equipes, torcidas, “clássicos” e inclusive gols, se converteram em objetos de processos de patrimonialização. Por meio de pesquisa documental (projetos de leis e atas administrativas, imprensa escrita e sítios eletrônicos de torcidas) e assumindo que a investigação do patrimônio e do esporte deve ir além da exaltação de valores nostálgicos, isto, devido a possibilidade de cair em reivindicações precárias desde o ponto de vista da legitimidade, já que o patrimônio cada vez mais se apresenta conflitivo, este artigo pretende colocar em evidência a realidade patrimonial do futebol no Brasil, analisando sus adequações a legislação e a requisitos patrimoniais. Buscaremos também demonstrar as disputas de poder existentes entre agentes dos campos político, econômico e futebolístico, que resultam na manipulação de instrumentos “patrimonializadores” para ganhar capitais simbólicos e atender interesses privados, que ao final costumam resultar na prorrogação de dívidas, influências na valorização de propriedades dos clubes, acumulação de votos em períodos eleitorais, entre outros benefícios.

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Biografia do Autor

Felipe Bertazzo Tobar, Universidade Clemson

Es Maestro por la Universidad de la Región de Joinville (Univille) en Patrimonio Cultural y Sociedad y Doctorante en Parques, Recreación y Gestión del Turismo por la Clemson University, Estados Unidos. Sus intereses giran en torno a los estudios críticos del patrimonio cultural y deportivo. Abogado Deportivo.

Luana Silva de Carvalho Gusso, Universidad de Coimbra

Pós-Doctora en Democracia y Derechos Humanos; Universidad de Coimbra; Coimbra, DC, Portugal y Doctora en Derecho; Universidad Federal del Paraná, Curitiba, PR, Brasil. Es profesora adjunta I del bachillerato en Derecho y de la Maestría en Patrimonio Cultural y Sociedad de la Universidad de la Región de Joinville (Univille). Sus intereses giran en torno a los derechos culturales, la historia del derecho, patrimonio cultural y derechos humanos, con especial atención a los estudios de la cultura y de la memoria. Abogada.

Publicado

2018-04-19

Como Citar

TOBAR, F. B.; GUSSO, L. S. de C. Os bastidores da patrimonialização cultural do futebol brasileiro no século XXI. Em Questão, Porto Alegre, v. 24, n. 2, p. 434–467, 2018. DOI: 10.19132/1808-5245242.434-467. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/77959. Acesso em: 3 dez. 2022.

Edição

Seção

Patrimonio cultural, hegemonía y mediaciones sociales en América Latina