As propostas pedagógicas e o imponderável no cotidiano escolar:

O (não) lugar da ludicidade no 1º ano do Ensino Fundamental

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.143697

Palavras-chave:

ludicidade, infância, crianças, ensino fundamental

Resumo

Este artigo discute o lugar da ludicidade nas propostas pedagógicas voltadas para o 1º ano do Ensino Fundamental, com base em dados coletados em uma escola privada do município de São Paulo. A pesquisa questiona se o brincar, essencial na Educação Infantil, encontra espaço adequado na transição para o Ensino Fundamental. Com base em observações de aulas de Língua Portuguesa, o estudo analisa como as crianças improvisam momentos lúdicos, mesmo em atividades dirigidas. A partir de teorias como as de Henri Wallon e reflexões da Sociologia da educação e da Sociologia da Infância, a pesquisa propõe a ressignificação das práticas pedagógicas, defendendo a importância de criar ambientes que respeitem a criança como sujeito ativo e integrem o lúdico em propostas pedagógicas de forma significativa. O artigo sugere que a escola, para atender às necessidades das crianças de seis anos, deve priorizar o tempo para brincadeiras e possibilitar espaços para o imponderável. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Renata Provetti Weffort Almeida, Grupo de pesquisa Teoria crítica, formação e indivíduo: funções sociais da educação e da escola - EHPS-PUC-SP

Possui graduação em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2001) e mestrado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009). Atualmente é doutora pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo no Programa Educação: História , Política,Sociedade.Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Infantil, atuando principalmente nos seguintes temas: infância, educação infantil e organização escolar.

Profª Ms. Bárbara Barreto , PUC-SP-Programa de Formação de Formadores

Mestre Profissional em Educação pelo Programa de Formação de Formadores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Especialista em Infância, Educação e Desenvolvimento Social pelo Instituto Singularidades (2017), em Neurociência aplicada à Educação pela Universidade Anhembi Morumbi (2015) e em Psicomotricidade pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (2011). Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Metodista de São Paulo (2019) e graduação em Educação Física pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro (2009). 

Referências

ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. A escola, espaço para conhecimento, convivência e representação do mundo. In: PLACCO, Vera Nigro de Souza; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. O coordenador pedagógico e questões emergentes na escola São Paulo: Loyola, 2019.

BARROS, Manoel. Memórias inventadas: as infâncias de Manoel de Barros. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: [27/10/2024]

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 4/2010.

BRASIL. Ministério da Educação. Ensino Fundamental de nove anos : orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade / organização Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. –Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.

CORSARO, William. The Sociology of childhood. Indiana: Pine Forge Press, 1997.

DANTAS, Heloysa. Brincar e trabalhar. In: KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). O brincar e suas teorias. São Paulo: Cengage Learning , 2012.

FERREIRA, Maria Manuela Martinho. Do "avesso" do brincar ou... as relações entre pares,as rotinas da cultura infantil e a construção da(s) ordem (ens) social (ais) instituinte(s) das crianças no Jardim de Infância. In: SARMENTO, Manuel Jacinto. & CERISARA, Ana Beatriz (edts.). Crianças e miúdos, perspectivas sociopedagógicas na infância e educação.Porto:Edições ASA, 2004.

GIMENO SACRISTÁN, José. A Educação Obrigatória: Seu sentido educativo e social. Porto Alegre: ARTMED, 2001.

GIMENO SACRISTÁN, José. O Currículo: Uma reflexão Sobre a Prática. Porto Alegre: ARTMED, 1998

MAHONEY, Abigail Alvarenga. A constituição da pessoa: desenvolvimento e aprendizagem. In: MAHONEY, Abigail. Alvarenga; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de (Orgs.). A constituição da pessoa na proposta de Henri Wallon. 2 ed. São Paulo: Loyola, 2010.

NARODOWSKI, Mariano. Infância e Poder- A conformação da Pedagogia Moderna. Tese de doutorado-Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1993.

SNYDERS, Georges. A alegria na escola. São Paulo: Manole, 1988.

SARMENTO, Manuel Jacinto. Sociologia da Infância: Correntes e confluências. In: SARMENTO, Manuel Jacinto e GOUVEA, Maria Cristina Soares de (orgs.). Estudos da Infância: educação e práticas sociais.Petrópolis: Vozes, 2008.

WALLON, Henri. As origens do caráter na criança: os prelúdios do sentimento de personalidade. São Paulo: Difusão europeia do livro, 1971.

WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

WALLON, Henri. Do ato ao pensamento: Ensaio de psicologia comparada. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 2015.

ZAZZO, René. Henri Wallon: Psicologia e Marxismo. Lisboa: Editorial Vega, 1978.

Downloads

Publicado

28-11-2025

Como Citar

PROVETTI WEFFORT ALMEIDA , Renata; TRAVASSOS BARRETO , Bárbara. As propostas pedagógicas e o imponderável no cotidiano escolar:: O (não) lugar da ludicidade no 1º ano do Ensino Fundamental. Cadernos do Aplicação, Porto Alegre, v. 38, 2025. DOI: 10.22456/2595-4377.143697. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/CadernosdoAplicacao/article/view/143697. Acesso em: 9 ago. 2026.

Edição

Seção

Temática Especial 2