A representatividade e os estereótipos de grupos marginalizados nos jogos eletrônicos

uma questão a ser problematizada nas aulas de educação física

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.133976

Palavras-chave:

Problemática nos Jogos Eletrônicos, Representação e Visibilidade, Grupos Marginalizados, Games, Educação Física Escolar

Resumo

Dentro dos cenários dos games, os grupos marginalizados encontram dificuldade no que se refere à representatividade fidedigna dos mesmos. Pensando nisso e o fato de que os jogos eletrônicos são regulamentados pelos atuais documentos orientadores da educação como elemento a ser tematizado, porém segundo Costa e Betti (2006), há necessidade de uma apropriação crítica para além da reprodução. O objetivo do presente estudo é caracterizar a percepção de representatividade no ambiente dos jogos eletrônicos por praticantes de diferentes marcadores sociais marginalizados. Esta é uma pesquisa qualitativa com uso de questionário que foi divulgado em diferentes redes sociais, com questões sociodemográficas e sobre representatividade nos games, sendo expostos nos resultados alguns excertos. Para os nomes dos(as/es) participantes foram utilizados pseudônimos escolhidos por eles(as). Os resultados mostraram que a percepção sobre representatividade negativa ou estereótipos está vinculada aos marcadores sociais dos(as/es) jogadores(as) como gênero, raça e/ou etnia. Visando apropriação crítica dos(as/es) estudantes que, muitas vezes, estão inseridos(as/es) de forma passiva nessa forma de acesso ao entretenimento que influencia sua visão de mundo, há necessidade de a partir dessas evidências tematizar e problematizar os estereótipos e não representatividade que determinados grupos sofrem.

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Biografia do Autor

Lucas Luan de Brito Cordeiro, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará IFCE

Formado no curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Ceará (UFC). Docente recém ingresso pela Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF). Atualmente trabalha na Educação Infantil e Ensino Fundamental anos iniciais e é pós-graduando em Educação Infantil e Mestrando Profissional pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará(IFCE). 

Vanessa Maria Ferreira Luduvino Xavier, Universidade Federal do Ceará

Licencianda em Educação Física pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Foi Bolsista Residente do Programa de Residência Pedagógica pela CAPES. Estuda e pesquisa as relações étnico raciais e a Educação Física Escolar, e suas vertentes com a Justiça Social.    

Livia Gomes Viana Meireles, Universidade Federal do Ceará

Professora Adjunta do curso de Educação Física do Instituto de Educação Física e Esportes da Universidade Federal do Ceará. Doutora em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará. Especialista em Psicologia do Esporte pelo Conselho Federal de Psicologia. 

Luiz Sanches Neto, Universidade Federal do Ceará

Professor adjunto da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Instituto de Educação Física e Esportes (IEFEs). Membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Vice-Coordenador de Núcleo/Polo do Programa de Mestrado Profissional em Educação Física em Rede Nacional (ProEF-UFC) Bacharel (1994-98) e Licenciado em Educação Física (1997-99) pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre (2000-3) e Doutor em Pedagogia da Motricidade Humana (2011-14) com Pós-Doutorado em Educação (2015-16) pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

Luciana Venâncio, Universidade Federal do Ceará

Licenciada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista/Unesp-Rio Claro, Especialista em Educação Física Escolar/FEF-Unicamp, Mestre em Educação Física Escolar/Unesp-Rio Claro, Doutora em Educação pela Unesp-Presidente Prudente. Bolsista Doutorado FAPESP (2010-2014). Atualmente é professora Adjunta na Universidade Federal do Ceará, no Instituto de Educação Física e Esportes (IEFEs) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/Natal. Coordenadora do Mestrado Profissional em Educação Física (ProEF/UFC) - https://proef.ufc.br/pt/. Coordenadora do Programa de Residência Pedagógica do Projeto Subprojeto Educação Física (editais 2018-2020; 2020-2022; 2022-2024). Pós-Doutorado em Educação na Universidade Federal de Sergipe (UFS) sob a supervisão do Prof. Dr. Bernard Charlot. 

Alan Queiroz da Costa, Escola Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco (ESEF/UPE)

Professor Adjunto da Escola Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco (ESEF-UPE), Professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Educação Física em Rede Nacional (ProEF-UPE) e Coordenador de Esportes e Lazer da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura-PROEC/UPE. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Mestre em Ciências da Motricidade Humana (UNESP-RC), Especialista em Educação Física Escolar (FEFISA-SP) e em Gestão do Esporte e Lazer (FIA/SEME-SP), Licenciatura Plena em Educação Física (FEFISA-SP) e Graduado em Pedagogia (UNINOVE-SP).

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Publicado

09-11-2023

Como Citar

CORDEIRO, Lucas Luan de Brito; XAVIER, Vanessa Maria Ferreira Luduvino; MEIRELES, Livia Gomes Viana; SANCHES NETO, Luiz; VENÂNCIO, Luciana; COSTA, Alan Queiroz da. A representatividade e os estereótipos de grupos marginalizados nos jogos eletrônicos: uma questão a ser problematizada nas aulas de educação física. Cadernos do Aplicação, Porto Alegre, v. 36, 2023. DOI: 10.22456/2595-4377.133976. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/CadernosdoAplicacao/article/view/133976. Acesso em: 18 set. 2026.

Edição

Seção

Temática Especial 3