O maior, o mais ignorado, o mais combatido

o movimento das ocupações estudantis no Paraná em 2016

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.110919

Palavras-chave:

Ocupações secundaristas, Juventude, Movimentos de juventude.

Resumo

O artigo tem como objetivo compreender as causas do movimento de ocupações de escolas no Paraná, no 2o semestre de 2016, o segundo maior movimento de ocupações estudantis na história, em todo o mundo. A partir de revisão bibliográfica sobre o movimento paranaense e da realização de 15 entrevistas com jovens, dialogamos com Jacques Rancière e Alberto Melucci, na tentativa de melhor compreensão da dinâmica deste movimento. Aspectos conjunturais e estruturais ajudam a explicar o êxito das ocupações no Paraná, capazes de expressar a pauta de resistência à regressão nos direitos educacionais e sociais, que rejeitava a Medida Provisória de Reforma do Ensino Médio e o projeto de Emenda Constitucional do “teto de gastos”. As ocupações tiveram êxito também em expressar diversas demandas e aspirações de jovens estudantes do Ensino Médio, as quais foram tomando forma desde o período de latência do movimento. Entretanto, um bem-sucedido contramovimento, em conjunção com a repressão estatal e a judicialização do movimento, dificultou que as ocupações tivessem o mesmo impacto nas demais unidades da federação entre outubro e dezembro de 2016.

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Biografia do Autor

Luis Antonio Groppo, Universidade Federal de Alfenas

Doutor em Ciëncias Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professor Adjunto da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG). Pesquisador do CNPq.

Suely Aparecida Martins, Universidade Estadual do Paraná

Doutora em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus de Francisco Beltrão/PR.

Ana Luisa Fayet Sallas, Universidade Federal do Paraná

Pós doutorado em Sociologia (Colégio do México), Doutora em História (UFPR), Professora Titular do Programa de Pós-Graduação em Sociologia/UFPR e do PROFSOCIO - Rede Nacional.

Simone de Fátima Flach, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Docente do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

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Publicado

28-04-2021

Como Citar

GROPPO, Luis Antonio; MARTINS, Suely Aparecida; SALLAS, Ana Luisa Fayet; FLACH, Simone de Fátima. O maior, o mais ignorado, o mais combatido: o movimento das ocupações estudantis no Paraná em 2016. Cadernos do Aplicação, Porto Alegre, v. 34, n. 1, 2021. DOI: 10.22456/2595-4377.110919. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/CadernosdoAplicacao/article/view/110919. Acesso em: 9 ago. 2026.

Edição

Seção

Temática especial