Uma análise materialista-histórica da juventude da classe trabalhadora brasileira
DOI:
https://doi.org/10.22456/2595-4377.110174Palavras-chave:
Juventude. Classe Trabalhadora. EJA. Exploração.Resumo
O presente artigo objetiva promover a reflexão a respeito da realidade material da juventude da classe trabalhadora no Brasil, um país de capitalismo periférico e dependente, onde desde muito cedo, jovens experimentam a dualidade trabalhar x estudar. Por esse motivo tornam-se potenciais alunos dos cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), e com isso, vivenciam políticas de educação em modelos aligeirados e fragmentados, além de, negação do direito aos espaços e equipamentos de lazer e cultura. Como suporte teórico-metodológico valemo-nos de autores e autoras baseados na perspectiva materialista histórica dialética e da análise de dados abertos do IBGE. Como delimitação histórica abarcamos o período a partir do golpe parlamentar de 2016, que resultou no impeachment da então presidenta Dilma. Compreendemos haver uma perversa valorização de uma política penal de encarceramento e de extermínio da população jovem trabalhadora oriunda das periferias, que “refratam e refletem” as reformas sociais, trabalhistas e educacionais, além do desmantelamento de estruturas institucionais promovedoras de políticas para juventude, implementadas a partir de 2016. Ao final, concluímos que o Estado brasileiro na conjuntura atual não promove políticas de inclusão ao mundo do trabalho, à cultura e à educação, em especial, emancipadora, para os jovens da classe trabalhadora.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termo:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution BY-NC 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.



