Prorrogação do prazo de submissão: Dossiê Temático 2/2025: Literatura em multiformato acessível: proximidades com o Desenho Universal para a Aprendizagem no cotidiano da escola inclusiva

12-11-2025

A Comissão Editorial da Revista Cadernos do Aplicação (UFRGS) informa que o prazo limite para submissão de textos para a Temática Especial 2/2025 foi prorrogado até o dia 10/02/2025. O dossiê está recebendo trabalhos sobre "Literatura em multiformato acessível: proximidades com o Desenho Universal para a Aprendizagem no cotidiano da escola inclusiva", conforme as normas de submissão da revista. Além de trabalhos referentes ao assunto da temática especial, as outras seções estão abertas para quaisquer assuntos relacionados à pesquisa e aos relatos de experiências em Educação Básica. A seção Cadernos dos Alunos recebe textos escritos por alunos da Educação Básica, como ensaios, reflexões e seus trabalhos de pesquisa em iniciação científica.

O dossiê Literatura em multiformato acessível: proximidades com o desenho universal para aprendizagem no cotidiano da escola inclusiva objetiva discutir as várias formas de literatura em multiformato acessível e suas proximidades com o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), visando a qualificar a acessibilidade literária aos alunos da escola básica. 

A Literatura em multiformato acessível tenciona possibilitar o acesso ao livro a um número maior de pessoas, ou seja, “[...] as obras em multiformato têm a direção de permitir a eliminação de barreiras e a abertura de possibilidades para todos, incluindo os leitores com deficiência” (Freitas; Cardoso; Werner, 2023, p. 295). A acessibilidade do livro envolve diferentes formatos, dentre os quais, de acordo com Francisco (2016): audiolivro; videolivro em Língua Gestual (Língua de sinais); versão pictográfica; Impressão/escrita em Braille; ilustrações impressas em relevo; descrição de ilustrações/imagens; escrita simples;  recriações táteis, entre outras. 

No mesmo sentido, o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), igualmente, busca possibilitar o acesso de TODOS, nesse caso, ao currículo. Segundo Heredero (2020), o DUA considera as singularidades que constitui os estudantes e consiste em oferecer possibilidades flexíveis, as quais possam ser acessadas por todos, considerando suas especificidades:

"O currículo que se cria, seguindo a referência do DUA, é planejado desde o princípio para atender às necessidades de todos os alunos, fazendo com que mudanças posteriores, assim como o esforço e o tempo vinculados a elas, sejam dispensáveis. A referência do DUA estimula a criação de propostas flexíveis desde o início, apresentando opções personalizáveis que permitem a todos os estudantes progredir a partir do ponto em que estão e não de onde se imagina que estejam. As opções para atingi-los são variadas e suficientemente fortes para proporcionar uma educação efetiva para todos os estudantes" (Heredero, 2020, p. 736). 

De acordo com as normativas brasileiras (Brasil, 2008; Brasil, 2015) cabe ao poder público a oferta de sistema inclusivo em todos os níveis e as modalidades de ensino, bem como garantia de acesso e de aprendizagem. Assim, considerando o compromisso da escola com os processos inclusivos, considera-se a necessidade de articular dois dispositivos a fim de possibilitar o acesso de TODOS ao conhecimento no cotidiano escolar: o livro multiformato acessível e o Desenho Universal para a Aprendizagem. 

Portanto, tal temática especial propõe reflexões e discussões acerca da acessibilidade literária, considerando a literatura em multiformato acessível e/ou o Desenho Universal para a Aprendizagem no cotidiano das escolas inclusivas. Serão contemplados textos que articulem a temática com: as políticas públicas, as práticas pedagógicas, as trajetórias escolares, a formação docente, as experiências, etc. 

Organizadores: Prof. Dra. Cláudia Rodrigues de Freitas (FACED/UFRGS), Prof. Dra. Mayara Costa da Silva (CAp/UFRGS), Prof. Dra. Enrica Polato  (Università di Bologna), Prof. Dra. Francisca Maria Gomes Cabral Soares (UERN), Prof. Dra. Karla Demoly (UFERSA), Prof. Dra. Denise Meyrelles de Jesus (UFES) e Prof. Dr. Décio Nascimento Guimarães (IFF)