Chamada para submissão - Dossiê Temático 2/2025: Literatura em multiformato acessível: proximidades com o Desenho Universal para a Aprendizagem no cotidiano da escola inclusiva
A Comissão Editorial da Revista Cadernos do Aplicação (UFRGS) informa que está recebendo trabalhos para a Edição de 2025. Para este número, divulgamos o lançamento da Temática Especial 2 do ano de 2025 da revista Cadernos do Aplicação. O dossiê receberá trabalhos sobre "Literatura em multiformato acessível: proximidades com o Desenho Universal para a Aprendizagem no cotidiano da escola inclusiva", conforme as normas de submissão da revista, no período de 15/08/2025 até 01/11/2025. Além de trabalhos referentes ao assunto da temática especial, as outras seções estão abertas para quaisquer assuntos relacionados à pesquisa e aos relatos de experiências em Educação Básica. A seção Cadernos dos Alunos recebe textos escritos por alunos da Educação Básica, como ensaios, reflexões e seus trabalhos de pesquisa em iniciação científica.
O dossiê Literatura em multiformato acessível: proximidades com o desenho universal para aprendizagem no cotidiano da escola inclusiva objetiva discutir as várias formas de literatura em multiformato acessível e suas proximidades com o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), visando a qualificar a acessibilidade literária aos alunos da escola básica.
A Literatura em multiformato acessível tenciona possibilitar o acesso ao livro a um número maior de pessoas, ou seja, “[...] as obras em multiformato têm a direção de permitir a eliminação de barreiras e a abertura de possibilidades para todos, incluindo os leitores com deficiência” (Freitas; Cardoso; Werner, 2023, p. 295). A acessibilidade do livro envolve diferentes formatos, dentre os quais, de acordo com Francisco (2016): audiolivro; videolivro em Língua Gestual (Língua de sinais); versão pictográfica; Impressão/escrita em Braille; ilustrações impressas em relevo; descrição de ilustrações/imagens; escrita simples; recriações táteis, entre outras.
No mesmo sentido, o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), igualmente, busca possibilitar o acesso de TODOS, nesse caso, ao currículo. Segundo Heredero (2020), o DUA considera as singularidades que constitui os estudantes e consiste em oferecer possibilidades flexíveis, as quais possam ser acessadas por todos, considerando suas especificidades:
"O currículo que se cria, seguindo a referência do DUA, é planejado desde o princípio para atender às necessidades de todos os alunos, fazendo com que mudanças posteriores, assim como o esforço e o tempo vinculados a elas, sejam dispensáveis. A referência do DUA estimula a criação de propostas flexíveis desde o início, apresentando opções personalizáveis que permitem a todos os estudantes progredir a partir do ponto em que estão e não de onde se imagina que estejam. As opções para atingi-los são variadas e suficientemente fortes para proporcionar uma educação efetiva para todos os estudantes" (Heredero, 2020, p. 736).
De acordo com as normativas brasileiras (Brasil, 2008; Brasil, 2015) cabe ao poder público a oferta de sistema inclusivo em todos os níveis e as modalidades de ensino, bem como garantia de acesso e de aprendizagem. Assim, considerando o compromisso da escola com os processos inclusivos, considera-se a necessidade de articular dois dispositivos a fim de possibilitar o acesso de TODOS ao conhecimento no cotidiano escolar: o livro multiformato acessível e o Desenho Universal para a Aprendizagem.
Portanto, tal temática especial propõe reflexões e discussões acerca da acessibilidade literária, considerando a literatura em multiformato acessível e/ou o Desenho Universal para a Aprendizagem no cotidiano das escolas inclusivas. Serão contemplados textos que articulem a temática com: as políticas públicas, as práticas pedagógicas, as trajetórias escolares, a formação docente, as experiências, etc.
Organizadores: Prof. Dra. Cláudia Rodrigues de Freitas (FACED/UFRGS), Prof. Dra. Mayara Costa da Silva (CAp/UFRGS), Prof. Dra. Enrica Polato (Università di Bologna), Prof. Dra. Francisca Maria Gomes Cabral Soares (UERN), Prof. Dra. Karla Demoly (UFERSA), Prof. Dra. Denise Meyrelles de Jesus (UFES) e Prof. Dr. Décio Nascimento Guimarães (IFF)