Disputas pelo contexto na história das ideias: Quentin Skinner e o “contextualismo sociológico de vertente marxista”

Autores

  • Bruno Veçozzi Regasson Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

Esse trabalho teórico e de revisão bibliográfica objetiva compreender a crítica de Quentin Skinner ao uso da epistemologia marxista no estudo da história das ideias. Para isso, realiza uma análise dos principais fundamentos filosóficos de Skinner - a filosofia da história neoidealista de Collingwood e a filosofia da linguagem pragmática de Wittgenstein e de Austin - e das categorias e noções básicas da concepção materialista histórica. A análise aponta que a divergência fundamental está localizada no contexto dos amplos questionamentos realizados pela virada interpretativa aos pressupostos da filosofia ocidental, na crítica à explicação causal como técnica esgotadora da compreensão histórica e na realocação do interesse historiográfico para a intencionalidade dos agentes, na qual reside a centralidade dos jogos de linguagem e da dimensão ilocucionária dos atos de fala e o contexto linguístico triunfa como objeto sobre o contexto social/material e sobre as suas relações causais com o texto.


Palavras-chave: história das ideias; contextualismo linguístico; Karl Marx; Quentin Skinner.

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Biografia do Autor

Bruno Veçozzi Regasson, Universidade Federal de Santa Catarina

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria, Mestrando em Sociologia e Ciência Política na Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é Bolsista CNPq e integra o Núcleo de Estudos do Pensamento Político (NEPP) da UFSC. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Pensamento Político Brasileiro e História do Pensamento Político.

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Publicado

2020-09-22

Edição

Seção

Artigos