Banalidade e intersubjetividade na arte

Marina Ramos Neves de Castro, Fábio Fonseca de Castro

Resumo


Este artigo objetiva refletir sobre a banalidade da arte na sua quotidianidade. Procura-se indagar por que dinâmicas sociais o comum, o banal e o quotidiano podem vir a ter valor artístico. A resposta que buscamos construir para a questão, observa essa sensação na sua dinâmica de sociação, ou seja, como vínculo, como estrutura do caráter coletivo, vivencial, da vida social. Compreendendo o fenômeno como um fato social total, podemos dizer que ele é engendrado e engendra, simultaneamente, o vínculo societal num procedimento intersubjetivo que produz o sentido partilhado.

Palavras-chave


Arte. Banalidade. Quotidiano. Sociação/socialidade. Intersubjetividade.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2179-8001.42960

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PORTO ARTE: e-ISSN 2179-8001


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