DIVERSIDADE CULTURAL NAS DEFINIÇÕES DAS POLÍTICAS DE ENSINO SUPERIOR EM CAMARÕES: UMA ANÁLISE HISTÓRICA

Hyasinth Ami Nyoh

Resumo


A República de Camarões além de ter sua própria identidade multiétnica, herdou duas identidades do período colonial, a inglesa e a francesa, que se estabeleceram por meio da ensino formal durante a administração britânica e francesa. Após a independência, o país adotou na educação básica12 uma política educacional bilíngüe com dois subsistemas, inglês e francês, respectivamente. No nível superior, a primeira universidade pública era bilíngue, baseada na natureza bi-cultura do país. Este artigo investiga como se dá a implementação das políticas públicas de diversidade cultural desenhadas para o ensino superior. O trabalho examina as bases, práticas e armadilhas na consideração da diversidade cultural no desenho das políticas de ensino superior em Camarões. Argumenta-se, baseado na prática em universidades estatais, que os esforços de introduzir e implementar políticas biculturais inclusivas no ensino superior foram um desastre devido a variedade de demandas exigidas pela diversidade. Utilizando uma abordagem integrada para atrelar questões inter-relacionadas, o artigo concluiu que apesar da vontade de parte do governo em garantir um sistema bilíngüe inclusivo no ensino superior, o que aconteceu foi um exclusivismo, que variou de política para a prática e os resultados.

Palavras-chave


Diversidade cultural; ingleses e franceses; política; bilíngue.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2448-3923.82336

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Revista Brasileira de Estudos Africanos (RBEA)

e-ISSN 2448-3923; ISSN 2448-3907

Publicação do CEBRAFRICA/UFRGS