TEORIA DE POLÍTICA EXTERNA PAN-AFRICANISTA: A RELEVÂNCIA CONCEITUAL DA ANÁLISE DE POLÍTICA EXTERNA NA DEFINIÇÃO DA AGENDA POLÍTICA PARA A ÁFRICA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2448-3923.148926Palavras-chave:
Teoria de Política Externa Pan-Africanista, Pan-Africanismo, Desenvolvimento, AfrocentrismoResumo
Neste artigo, propomos uma nova teoria: a Teoria de Política Externa Pan-Africanista, definida como uma das teorias centrais formuladas no âmbito da disciplina de Relações Internacionais (RI). A Teoria de Política Externa Pan-Africanista está alinhada ao continentalismo africano e ao seu mais importante organismo — a União Africana (UA). A Teoria de Política Externa Pan-Africanista é melhor compreendida no contexto das políticas externas africanas. De modo crítico, o artigo interroga o papel da Teoria de Política Externa Pan-Africanista dentro de um quadro normativo, ao moldar os interesses nacionais dos Estados africanos em direção à consecução de interesses comuns, bem como ao oferecer uma crítica analítica da busca da UA por consolidar-se como um ator influente e de seu papel nos assuntos globais: desde uma abordagem inicial de formulação de agenda de política externa até a construção de um modelo mais robusto e progressista. O artigo, portanto, investiga a Teoria de Política Externa Pan-Africanista: concebida como âncora fundamental que fornece o quadro ideológico para a arquitetura de política externa emergente da UA (e de sua antecessora, a Organização da Unidade Africana [OUA] de 1963) e examina como essa implementação arquitetônica molda as Comunidades Econômicas Regionais (CERs) da organização continental, seus 55 Estados-membros e suas relações internacionais externas, bilaterais e multilaterais, em sua agenda de política externa.
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