CONCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS QUE ATUAM EM UNIDADES DE SAÚDE SOBRE O ACESSO E O ATENDIMENTO A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.54909/sp.v9i2.149531Palavras-chave:
Pessoas com Deficiência, Acessibilidade aos Serviços de Saúde, Centros de Saúde, Pessoal de Saúde, Barreiras ao Acesso aos Cuidados de SaúdeResumo
Introdução: Estima-se que as pessoas com deficiência constituam 15% da população mundial. Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022 mostraram que 7,5% da população declarou possuir alguma deficiência. Objetivo: Compreender as concepções de profissionais que atuam em duas Unidades de Saúde (US) de Porto Alegre sobre o acesso e o atendimento a pessoas com deficiência. Metodologia: Trata-se de estudo descritivo exploratório de abordagem qualitativa. Entrevistas foram realizadas com profissionais da saúde que atuavam nas US estudadas há, pelo menos, um ano (n=34). Os dados de caracterização dos participantes foram analisados pela estatística descritiva e o material textual produzido nas entrevistas pela análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Emergiram da análise cinco categorias. A primeira apresenta as concepções sobre os diferentes tipos de deficiência. A segunda trata da acessibilidade, das dificuldades no deslocamento e da crença de que não há barreiras no atendimento. A terceira aborda as visitas domiciliares, o atendimento com acompanhante e a prioridade nos atendimentos à pessoa com deficiência. Na quarta categoria são identificadas as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da saúde e pelos usuários com deficiência, destacando-se relatos de dificuldade de comunicação e de acesso. A última categoria demonstra a ausência de capacitações profissionais sobre a temática, mas evidencia o interesse por parte dos profissionais. Conclusão: O estudo evidenciou divergências entre a legislação da pessoa com deficiência e o acesso/atendimento dessa população nas US estudadas. Barreiras que comprometem o acesso das pessoas com deficiência aos serviços de saúde ainda estão presentes, como a do deslocamento e da comunicação. A visita domiciliar mostrou-se uma ferramenta importante para facilitar esse acesso. Observou-se o interesse dos profissionais da saúde em participar de capacitações e aprimorar o cuidado a pessoas com deficiência.
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