MEDICINA, LITERATURA E TRÊS HISTÓRIAS

FORJANDO TRANÇAS PARA A FORMAÇÃO MÉDICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54909/sp.v8i2.143860

Palavras-chave:

Medicina Narrativa, Educação Médica, Literatura, Humanização da Assistência, Estudantes de Medicina

Resumo

Introdução: A Medicina Narrativa emerge como uma metodologia que utiliza a leitura de obras literárias e a escrita para desenvolver a empatia, a autorreflexão e o entendimento das complexidades sociais e emocionais dos pacientes. A partir desses princípios, enfatiza-se a importância de uma abordagem humanizada na formação médica, que valorize tanto a escuta quanto a interpretação das histórias dos pacientes. Objetivo: O presente ensaio tem como objetivo explorar a intersecção entre Medicina e narrativa, investigando como a literatura pode ser utilizada na educação médica. Desenvolvimento: O ensaio parte da experiência de um grupo de estudos em Medicina Narrativa formado por estudantes de Medicina, que, com orientação pedagógica, selecionaram livros para refletir sobre temas sociais e éticos. Três obras literárias foram discutidas – “O Quinze”, de Raquel de Queiroz, “Memórias da Água”, de Emmi Itäranta e “A Trança”, de Laetitia Colombani. Cada obra suscitou debates sobre questões como vulnerabilidade social, impactos das mudanças climáticas na saúde e a diversidade cultural. A análise de cada texto conecta as trajetórias dos personagens a reflexões sobre prática médica, destacando o potencial da literatura para sensibilizar os futuros médicos sobre a pluralidade das condições sociais. Conclusão: A educação médica pode se beneficiar do uso de narrativas ao proporcionar uma compreensão mais aprofundada do sofrimento humano, bem como da complexidade das realidades socioculturais dos pacientes. A Medicina Narrativa oferece ferramentas para aprimorar a capacidade de escuta e de interpretação, auxiliando os estudantes de Medicina a se tornarem mais atentos e empáticos às histórias das pessoas. Este ensaio reforça a ideia de que a literatura e a narrativa parecem constituir um exercício para produzir cuidado humanizado e responsável em saúde, promovendo uma prática clínica que respeite a individualidade de cada paciente sem perder de vista as interferências sociais nos processos de saúde e adoecimento.

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Biografia do Autor

Isabela Lovatti Rovetta, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)

Graduanda em Medicina. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Betim, Brasil

Julia Bemfica de Faria Teixeira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)

Graduanda em Medicina. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Betim, Brasil

Luana Carelli Reis, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)

Graduanda em Medicina. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Betim, Brasil

Bruno Pereira Stelet, Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Doutor em Saúde Pública. Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Brasília, Brasil

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Publicado

2024-12-06

Como Citar

ROVETTA, Isabela Lovatti; TEIXEIRA, Julia Bemfica de Faria; REIS, Luana Carelli; STELET, Bruno Pereira. MEDICINA, LITERATURA E TRÊS HISTÓRIAS: FORJANDO TRANÇAS PARA A FORMAÇÃO MÉDICA. Saberes Plurais Educação na Saúde, [S. l.], v. 8, n. 2, p. e143860, 2024. DOI: 10.54909/sp.v8i2.143860. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/saberesplurais/article/view/143860. Acesso em: 3 ago. 2026.