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Artigos

v. 7, n. 2 (2025)

Querer a fuga, não o que foge Jacques Derrida e o acontecimento literário

DOI
https://doi.org/10.22456/2596-0911.147474
Enviado
maio 14, 2025
Publicado
2025-06-20

Resumo

O artigo investiga a pertinência da noção de acontecimento literário para Jacques Derrida, focalizando sua impossibilidade de ser plenamente dito. Explora-se como o acontecimento escapa à representação e exige uma linguagem que acolha sua singularidade e imprevisibilidade, à medida que Derrida propõe o sintoma como uma terceira via entre constatação e performatividade. A desconstrução, enquanto um gesto ético de tradução, é também acontecimento e implica responsabilidade diante do outro, promovendo fuga e encontrando a literatura – em sua potência de dizer tudo e resistir à institucionalização –, como espaço privilegiado do acontecimental. O presente ensaio articula conceitos como différance, rastro, escritura e im-possível, especulando acerca de como o acontecimento, tal qual o poema, resiste às capturas da forma.

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