Os sentidos evocados pelo termo “Mundo” sofreram um contínuo deslocamento na tradição poético-filosófica ocidental. Enfocando a noção de Mundo, conforme exposta nos episódios de “abertura da Máquina do Mundo”, veremos como essa noção evoluiu em contradição à astronomia ptolomaica, seu modelo anterior. Com o avanço do conhecimento científico e com novas considerações filosóficas e metafísicas, capitaneadas por Giordano Bruno, a concepção de Mundo abandonou sua prévia centralidade humana, aproximando-se do conceito de Universo. Dois são os movimentos de deslocamento enfocados neste trabalho: o de descentramento do humano e o de abertura para o infinito.