O presente artigo tem o objetivo de analisar a crítica husserliana ao paradigma de ciência e de filosofia contemporâneo sob o prisma de uma fenomenologia da história. Para Husserl, há uma verdadeira crise de sentido, pois o modo europeu de fazer ciência e filosofia se tornou insuficiente por não alcançar o seu próprio propósito: fundamentar uma humanidade autêntica. Diante disso, Husserl direciona sua fenomenologia à abordagem histórica, através do processo chamado Besinnung, a fim de intuir sobre qual ideia-guia as ciências e a filosofia contemporâneas foram constituídas, bem como desvelar seu processo de efetivação que gerou a crise.