O presente artigo busca examinar duas formulações clássicas do argumento teleológico para a existência de Deus: a Quinta Via de Tomás de Aquino (1224-1274) e o argumento do design elaborado por William Paley (1743-1805). Apesar de ambos serem identificados como variantes do mesmo tipo de argumento, partem de pressupostos distintos e recorrem a observações diversas, o que gera diferenças significativas em sua aplicação e em sua interpretação filosófica. A proposta do texto não é defender nenhuma das versões, mas expô-las de maneira clara e comparativa, ressaltando suas características próprias, seus fundamentos conceituais e a importância de distingui-las dentro da filosofia da religião.