O presente artigo tem como objetivo investigar as tessituras da representação da natureza em Entre os atos (2022) de Virginia Woolf. Partindo de uma discussão acerca do foco narrativo nas obras de Woolf, analisamos como a autora experimentava com a forma da ficção, e argumentamos que um desses experimentos consistia em uma narrativa que envolvesse a natureza enquanto actante. A partir de Adkins (2022) e Bennet (2010), delimitamos o que consideramos ser uma natureza actante e como ela está presente na obra de Woolf. Nosso principal argumento é de que, na crítica ao império, Woolf elege a natureza como símbolo de uma resistência a um projeto civilizatório predatório e territorialista. Essa pesquisa é um recorte ampliado da discussão iniciada na dissertação defendida pelo autor.