O presente artigo analisa o modo como o desejo corresponde à força motriz do processo de liberação e autonomia corporal vivido pelo protagonista do romance Lavoura arcaica (1989), de Raduan Nassar. Para tanto, tomamos como base os estudos de Paul Zumthor (2018), Baruch Spinoza (1973), Gilles Deleuze (1968; 2009) e Gilles Deleuze; Félix Guattari (2010), Merleau-Ponty (2006; 2009). Apresentamos uma pesquisa de cunho interpretativo-qualitativo, sendo que, a partir do enredo do referido romance, evidenciamos a importância do desejo na potencialização da ação corpórea. Desta forma, observamos a essencialidade do entendimento do desejo como produção, a partir da constatação de sua ação fundamental na liberação do potencial do corpo como acontecimento.