PLURILINGUISMOS INDÍGENAS NO MUNDO GLOBALIZADO
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.70481Abstract
Neste trabalho, argumento que a invisibilização epistemológica de práticas comunicativas indígenas na contemporaneidade é resultante de estratégias coloniais da “invenção de línguas” fundada em prefigurações identitárias etnolinguísticas. Tais invenções se mostram limitadas para a compreensão da dinamicidade intercultural de povos e indivíduos indígenas e da mobilidade impulsionada pelos processos recentes de globalização. Ilustro como o uso de tecnologias móveis de comunicação tem se tornado um canal produtivo para usos híbridos de recursos semióticos que, por um lado, desestabiliza ideologias monolíngues e prefigurações identitárias e, por outro, se mostra como um potencial meio para a vitalidade das chamadas línguas indígenas. Utilizo, para esta análise, a noção de práticas transidiomáticas, mas apresento críticas quanto ao seu escopo geopolítico. Aponto, finalmente, para a pertinência da categoria tetsualü para a análise de dinâmicas interculturais e de práticas comunicativas híbridas pensada, por sua vez, desde o espaço da diferença colonial.Downloads
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Pubblicato
2017-06-26
Come citare
NASCIMENTO, André Marques do. PLURILINGUISMOS INDÍGENAS NO MUNDO GLOBALIZADO. Organon, Porto Alegre, v. 32, n. 62, 2017. DOI: 10.22456/2238-8915.70481. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/70481. Acesso em: 11 ago. 2026.
Fascicolo
Sezione
Artigos
