Memórias e traços identitários em Nur na escuridão
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.48447Resumen
Este artigo propõe-se refletir sobre o romance que revela processos de imigração e trocas culturais, construído com formas discursivas eleitas pelos escritores para, pelo acionamento da memória, revelar conflitos subjetivos complexos, seguidamente melancólicos, e formas de confronto com o outro. Esses processos de imigração deram lugar a uma escritura literária de caráter transnacional, já que a identidade dos escritores é compósita, carregada de uma herança cultural que se mescla à do país de acolhida. O romance Nur na escuridão, de Salim Miguel, aqui focalizado, é um desses romances cujo narrador articula a sua memória à de sua família, sobretudo do pai, retornando ao passado, para dar ao presente outro grau de clareza e compreensão.
