Atropelados pelo progresso - ou: a alma enganadora das ruas

Autores/as

  • Mariana da Silva Lima Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-8915.42453

Resumen

Se há um tema que se destaca entre os inúmeros assuntos abordados por Machado de Assis na série “A semana”, publicada na Gazeta de Notícias entre os anos de 1892 e 1897, este é sem dúvida a modernização da cidade do Rio de Janeiro. Na qualidade de Capital Federal, o Rio concentrava as principais contradições enfrentadas pelo país nas tentativas de superar nosso passado colonial. Seguindo o procedimento indicado pelo próprio cronista e adotando então olhos de míope, para ver cousas miúdas e enxergar onde as vistas grandes não pegam, é possível fechar o foco da análise em alguns índices pontuais, como a Rua do Ouvidor – espaço de predileção do cronista e exemplar como divulgador de modas estrangeiras – e o bonde elétrico, símbolo de nossa corrida rumo ao progresso. Os acidentes que o bonde veio a provocar atuam igualmente como símbolo eloquente dos resultados desastrados – quando não trágicos – dessa corrida.

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Biografía del autor/a

Mariana da Silva Lima, Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade de São Paulo

Professora substituta no Departamento de Ciência da Literatura da Faculdade de Letras da UFRJ Pós-doutoranda no Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Publicado

2013-11-29

Cómo citar

LIMA, Mariana da Silva. Atropelados pelo progresso - ou: a alma enganadora das ruas. Organon, Porto Alegre, v. 28, n. 55, 2013. DOI: 10.22456/2238-8915.42453. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/42453. Acesso em: 13 ago. 2026.