O NOME PORTUNHOL E A DENOMINAÇÃO SELVAGEM: MARCAS DE RESISTÊNCIA NA E PELA LÍNGUA

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-8915.72190

Abstract

Regiões de fronteiras costumam ser lugares de entrecruzamento de línguas. No caso do Brasil e dos países vizinhos, efetivam-se múltiplas situações de um portunhol falado. O acontecimento discursivo novo é o portunhol escrito pelo viés artístico-literário, problematizando tal questão, uma vez que a escrita parece ter o poder de legitimar essa língua marginalizada ao elevá-la ao contexto da cultura letrada. Esse portunhol da arte, denominado selvagem, como resistência, não se submete a uma regra ou gramática nos moldes normativos e totalitários estabelecidos. A questão teórica deste trabalho é especificamente o funcionamento do nome/denominação portunhol selvagem no interior de uma contraidentificação. Isso por um percurso metodológico que se inscreve na teoria materialista do discurso e que considera os gestos de interpretação como um dispositivo teórico. A materialidade envolve uma entrevista concedida pelo precursor do movimento, Douglas Diegues, em 2012. Interpreta-se como o nomear e denominar, nessa perspectiva de resistência, também identifica.

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Autor/innen-Biografie

Gabriela Souto Alves, Universidade Federal de Santa Maria

Graduada em Letras (2011), Mestre em Estudos Linguísticos (2014), Doutoranda em Estudos Linguísticos, atualmente, pela UFSM.

Veröffentlicht

2017-06-26

Zitationsvorschlag

ALVES, Gabriela Souto. O NOME PORTUNHOL E A DENOMINAÇÃO SELVAGEM: MARCAS DE RESISTÊNCIA NA E PELA LÍNGUA. Organon, Porto Alegre, v. 32, n. 62, 2017. DOI: 10.22456/2238-8915.72190. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/72190. Acesso em: 11 aug. 2026.