DIÁRIO DE UM ANO INCERTO: REPRESENTAÇÕES DO TEMPO EM 1984, DE GEORGE ORWELL

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-8915.107739

Abstract

Para além da vigilância e da opressão, um elemento central do mundo distópico de 1984 é a contínua reescritura do passado e a tentativa de criar um presente sem fim em que o domínio do Partido seria eterno. No entanto, o passado continua a surgir para assombrar o presente através das lembranças pessoais de Winston Smith, o protagonista do romance, ou na própria crença do Partido de que o passado define o futuro. O objetivo deste artigo é examinar como algumas convenções do gótico são rearticuladas em 1984 para dar forma a representações do tempo ligadas ao ocultamento e à fantasmagoria, que, por sua vez, apontam para os problemas associados a uma temporalidade moderna.

Downloads

Keine Nutzungsdaten vorhanden.

Autor/innen-Biografie

André Cabral de Almeida Cardoso, Universidade Federal Fluminense

Doutor em Literatura Comparada pelo Departmento de Literatura Comparada da New York University. Professor do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFF.

Veröffentlicht

2021-03-03

Zitationsvorschlag

CARDOSO, André Cabral de Almeida. DIÁRIO DE UM ANO INCERTO: REPRESENTAÇÕES DO TEMPO EM 1984, DE GEORGE ORWELL. Organon, Porto Alegre, v. 35, n. 69, p. 1–17, 2021. DOI: 10.22456/2238-8915.107739. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/107739. Acesso em: 12 aug. 2026.