A APARÊNCIA NO VISUAL KEI:
ENTRE A ESTÉTICA DA EXISTÊNCIA E A ESTETIZAÇÃO DO MUNDO
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.157104Resumo
O presente artigo tem como tema a relação entre moda, subjetivação e cultura visual, tomando a roupa como prática de si. Seu objetivo é analisar como a aparência no Visual Kei opera na produção de subjetividades em um contexto marcado pela estetização do mundo, articulando a noção de estética da existência, de Michel Foucault (2006, 1996, 2012), às formulações sobre estetização propostas por Gilles Lipovetsky e Jean Serroy (2015). A metodologia é de natureza teórico-analítica, fundamentada na revisão conceitual e na análise interpretativa do Visual Kei enquanto prática estética, considerando o vestuário, a performatividade e a construção de personagens como operadores de subjetivação. A justificativa reside na necessidade de compreender a moda para além de sua dimensão representacional, reconhecendo-a como dispositivo ativo na constituição de modos de vida. Nesse sentido, o conceito de “pinturas de si” orienta a análise ao evidenciar o caráter processual, material e relacional da construção da aparência. Conclui-se que o Visual Kei configura um campo paradoxal, no qual práticas de invenção de si coexistem com processos de captura estética, revelando a complexidade das relações entre subjetividade, imagem e consumo na contemporaneidade.
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