Mulheres negras e os cargos administrativos na Justiça Federal em Alagoas
interseccionalidade e os limites das ações afirmativas
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154285Palavras-chave:
Representatividade institucional, Serviço Público, Equidade Racial, Cotas Raciais, Políticas de Inclusão e DiversidadeResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar limites e avanços das ações afirmativas no Brasil quanto à inclusão e barreiras de mulheres negras em cargos públicos. Ainda que haja um reconhecido avanço normativo, é perceptível a permanência de entraves estruturais à inclusão de mulheres negras, revelando a intersecção entre racismo e sexismo. Assim, a Resolução n.º 587/2024 do Conselho Nacional de Justiça, que institui indicadores de equidade, diversidade e inclusão no sistema judiciário, será analisada, além de se buscar propor caminhos para uma gestão representativa e democrática no sistema público. Tem-se como premissa descrever o período de marginalidade da população negra, com ênfase nas mulheres, após a abolição da escravidão no Brasil. Para tanto, aplica-se uma abordagem quali-quantitativa, articulando revisão bibliográfica e análise de dados institucionais. O que permite discutir a efetividade das ações afirmativas, com ênfase na experiência de mulheres negras no sistema judiciário, com o recorte em cargos administrativos na Justiça Federal em Alagoas.
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