Rosas que ecoam no tempo
a trajetória de Luciana De Oliveira Dias e a construção coletiva de saberes
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154266Palavras-chave:
Interseccionalidade, Universidade pública, Aquilombamento acadêmico, Epistemologias insurgentes., Mulheres negrasResumo
Propomos, neste artigo, uma reflexão sobre a presença negra feminina na universidade pública brasileira, a partir da trajetória de uma intelectual que articula afetividade, política e produção epistêmica em chave decolonial. Sua atuação, marcada pela criação de espaços de aquilombamento acadêmico, como um coletivo voltado para estudos sobre raça, gênero e interseccionalidades, contribui para o enraizamento de epistemologias insurgentes. Adotamos uma abordagem sócio-histórica e qualitativa para analisar o impacto de sua práxis acadêmica e institucional, evidenciando como mulheres negras têm transformado os espaços de saber por meio de resistência, escuta e ancestralidade. A trajetória biográfica e intelectual aqui analisada revela os tensionamentos vividos por corpos negros em estruturas marcadas pela branquitude e afirma a potência das mulheres-raízes como cultivadoras de futuros e saberes coletivos.
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