Minhas orientadoras ciborgues
uma autoetnografia da aprendizagem em tempos de Educação 5.0
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.149998Palavras-chave:
Teoria Ciborgue, Autoetnografia, Inteligência ArtificialResumo
Diante da crescente integração da Inteligência Artificial (IA) no contexto universitário, o debate oscila entre narrativas utópicas e distópicas. Contudo, nota-se uma carência de estudos que investigam a experiência vivida do usuário, a dinâmica relacional e as transformações subjetivas decorrentes da colaboração com a IA. Este ensaio enfrenta essa lacuna ao analisar os limites éticos e as potencialidades pedagógicas da interação humano-máquina. A metodologia combina a análise teórica do conceito “Ciborgue”, com um estudo de caso autoetnográfico e comparativo, a partir de interações com orientadoras simuladas nas plataformas ChatGPT e Gemini. Os resultados parciais apontam que a interação humano-IA se configura como uma relação ciborgue, na qual as fronteiras entre subjetividade humana e tecnologia se dissolvem. Conclui-se que esta figura oferece um potente arcabouço pedagógico para conceber a IA não como rival, mas como uma parceria colaborativa, reconfigurando positivamente as práticas de escrita e aprendizagem na academia.
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