Minhas orientadoras ciborgues

uma autoetnografia da aprendizagem em tempos de Educação 5.0

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.149998

Palavras-chave:

Teoria Ciborgue, Autoetnografia, Inteligência Artificial

Resumo

Diante da crescente integração da Inteligência Artificial (IA) no contexto universitário, o debate oscila entre narrativas utópicas e distópicas. Contudo, nota-se uma carência de estudos que investigam a experiência vivida do usuário, a dinâmica relacional e as transformações subjetivas decorrentes da colaboração com a IA. Este ensaio enfrenta essa lacuna ao analisar os limites éticos e as potencialidades pedagógicas da interação humano-máquina. A metodologia combina a análise teórica do conceito “Ciborgue”, com um estudo de caso autoetnográfico e comparativo, a partir de interações com orientadoras simuladas nas plataformas ChatGPT e Gemini. Os resultados parciais apontam que a interação humano-IA se configura como uma relação ciborgue, na qual as fronteiras entre subjetividade humana e tecnologia se dissolvem. Conclui-se que esta figura oferece um potente arcabouço pedagógico para conceber a IA não como rival, mas como uma parceria colaborativa, reconfigurando positivamente as práticas de escrita e aprendizagem na academia.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BAGESTERO, P. S. Pereira e ROOS, D. H. Educação 5.0: delimitando parâmetros e construindo novas definições. Revista Linguagens, Educação e Sociedade - LES, Teresina, ano 29, n. 60, p. 1-19, 2025.

BEZERRA, D. B. e MAGNI, C. T. Corpos, vida, imagens e tecnopoéticas. In: BEZERRA, Daniele Borges et al. (org.). Máquinas, corpos e grafias: tecnopoéticas em perspectiva transdisciplinar. 1. ed. Porto Alegre: Ideograf, 2025. p. 17-39.

BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. IA para o bem de todos: Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Brasília, DF: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, 2025.

DAVIS, J. L. et al. Algorithmic reparation. Big Data & Society, ano 8, n. 2, p. 1-12, 2021.

GIDDENS, A. As Consequências da Modernidade. São Paulo: Editora UNESP, 1991.

GOLDENBERG, M. Noites de insônia: cartas de uma antropóloga a um jovem pesquisador. Rio de Janeiro: Record, 2008.

HARAWAY, D. J. A reinvenção da natureza: símios, ciborgues e mulheres. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2023.

MATTOS, C. L. G. et al. Autoetnografia: self, identidade e reflexão como categorias de análise em etnografia. Cadernos de Pesquisa, São Luís, ano 31, n. 2, 2024.

MORAN, J. Educação híbrida: um conceito chave para a educação, hoje. In: BACICH, Lilian; TANZI NETO, Adolfo; TREVISANI, Fernando de Mello (Org.). Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação. Porto Alegre: Penso, 2015. p. 27-45.

THORP, H. H. ChatGPT is fun, but not an author. Science, Washington DC, ano 379, n. 6600, p. 311, 2024.

Downloads

Publicado

2026-06-28

Como Citar

CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE, Gabriela. Minhas orientadoras ciborgues: uma autoetnografia da aprendizagem em tempos de Educação 5.0. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 73, p. 248–263, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.149998. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/149998. Acesso em: 8 set. 2026.