Não perdemos, nos faltou tempo para vencer:
futebol e neoliberalismo
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.147899Palavras-chave:
Futebol, Neoliberalismo, ResistênciaResumo
Este artigo analisa o impacto do neoliberalismo na cultura do futebol, abordando a transformação dos estádios em arenas padronizadas e a conversão do torcedor em cliente individualizado. Contextualizado pela crítica ao futebol-empresa, o texto problematiza como a lógica de mercado, a busca por controle (VAR, biometria) e a mercantilização (SAFs, apostas) ameaçam a identidade coletiva, a imprevisibilidade e o caráter popular do esporte. A finalidade é questionar a possibilidade de resistência e a manutenção da cultura de coletividade frente à gramática neoliberal. A metodologia envolve análise cultural e teórica e observação de fenômenos contemporâneos. Conclui-se que, apesar da homogeneização neoliberal, práticas como o futebol de várzea e a resistência cultural representam linhas de fuga e a persistência do futebol como espaço de encantamento e expressão comunitária.
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